quinta-feira, 15 de outubro de 2009

E lá vamos nós!!!!



Embora eu não concorde que o Brasil seja um país de tolos, resolvi colocar a imagem para ilustrar de forma cômica um problema que é preocupante: Educação. Essa semana avistei uma frase de um conhecido que dizia: "Quando naci Deus disse desse e arrasa." Obvio que errar é humano, porém, a tolerância de erros ultrapassam os limites das fronteiras do saber. Para uma pessoa que chegou ao nível universitário como esse rapaz que escreveu a frase, é "inadimicível" que se escreva "desse" do verbo descer e "naci" do verbo nascer. Que academia aprova um canditado em uma redação que mal sabe escrever? Se fossem palavras distantes do nosso cotidiano, seria perdoável, porém, não aceitável. Mas trata-se do básico, utilizamos em nossa rotina, um erro grave e preocupante. Essa pessoa não mora em uma pequena cidade, muito menos está às margens da sociedade, e isso é uma realidade triste e crescente no país.
Quando trabalhei no Atendimento Online de uma empresa de banda larga em São Paulo, ficava pasmo com os erros de português, a falta de atenção e a incompreensão do texto das pessoas. Elas não conseguiam entender aquilo que eu escrevia. Isso era um problema meu? Não, e sim de quem acompanhou seu processo de educação. Mas cada um tem a opção de mudar isso correndo atrás e tentando reparar essa deficiência. E quem gosta de ler nesse país? Por incrível que pareça, o percentual de pessoas que gostam de ler no Brasil é o mesmo que a quantidade de ricos. Coincidência?
O que vocês verão agora é real, acompanhe os problemas gritantes que ameaçam o país:


jonathan : eu falei com a sentral domingo e eles falara, q ia nomaliza isso e até agora nada

michael : ola ... estou sem conecao no internet deste de manha ...

marcio: municipio de bauru eu axo
marcio: a cidade é avaré

ulisses: obrigada

Neves: oi...gostaria de saber a velocidade da minha coneção

JOEL: DESEJO ENVIAR FAXES USANDO A BANDA LARGA,COMO FAZER?

celso: boa tarde gostaria de saber quanto ja pasou o ecedente

ivele: oi quero saber qual o valor da tarifa mais inconta

naira : mas como é combrado isso?

Adriana : no depito ao tomatico

Francisco: então´ligo por telefone?

diego: okay muito obrigado mesmo assim.... mas pelo geito vou ter de cancelar mesmo

thiago: entao vou estar vendo uma otra operadora de serviso e estar canselando este serviso pois nao tenho nem um beneficio

diana : não tem nada a ver com minha conecção..

Fernando: estou em Espinosa norte de Minas,gostaria de saber sobre internet rural

sergio : quais são os prossimos passos?
sergio : e demora muito esse prosseço ?
sergio : o que mais pressiso fazer?

Silvia: estao me lendo??

José Francisco: obrigada

mayra: qual e o valor da internet discada, qto é o minuto? tem alguma promossao aos finais de semana?

Patricia: onde compro e qto custa o modem para estalação

Antonio: ta ok obrigada pela atenção e tenha uma boa tarde

Marco: AGRADESÇO PELA SUA IGUINORANÇIA E TENHA UMA BO ATRDE

mauro: olha estou farta disso tudo.

filippo: o negocio e o seguinte....a minha mae tinha um modem alugadu e ai ela decidio comprar um e eu naum estou conseguindu estala

Adriano: Olá eu estou com uma senha provisoria, como fasso para obter uma definitiva?













Imagem extraída do link: http://viagemaleatoria.files.wordpress.com/2009/05/brasil20pais20de20tolos.jpg

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

ENEM 2009




Nesses últimos dias a notícia sobre o cancelamento do ENEM abalou o país, principalmente aqueles que fariam a prova. Claro que qualquer mudança inesperada e de última hora acaba trazendo transtornos, porém, depois de ver alguns comentários pela TV resolvi comentar também. Enquanto jantava, assistia ao telejornal onde uma candidata ao exame reclama o seguinte: "É um absurdo esse tipo de coisa acontecer, porque nós, estudantes, seremos prejudicados por causa desse cancelamento de última hora."
Percebi que sua preocupação em sí era por conta do cancelamento do exame, e irrelevante os motivos pelo qual o mesmo foi cancelado. O problema nesse país é que possuímos o hábito de ver tudo pelo lado negativo. A prova foi cancelada porque roubaram a prova, óbviamente o mais correto é interromper. Ainda bem que foi cancelado antes da realização da prova, pois se tivesse feito depois, certamente causaria um transtorno muito maior. O que vejo é que todo mundo só reclama e coloca a culpa no governo, porém, não foi o governo quem roubou a prova, tentou vende-la e divulgou. Não estou aqui para defender ninguém, apenas elencar os fatos, mas convenhamos que o regime de segurança era forte, e quem roubou a prova era um dos responsáveis por fazê-lo, e não alguém de fora. Esses "aborrescentes" que estão reclamando e se descabelando deveriam agradecer por ter a possibilidade de consultar a verdadeira prova, do primeiro ano de mudança, para poder estudar. Mas como nesse país os valores são distorcidos, juntam-se todos os candidatos para reclamar.
Lu Mounier

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

De quem é o "poblema"?


Guerra de tomate - Espanha (Aproximadamente 43 mil participantes)



Guerra de tortas - New York (Aproximadamente 250 participantes)

Atualmente, mais de 800 milhões de pessoas passam fome no mundo, enquanto em alguns países a diversão é jogar comida no outro. "Eu não tenho culpa da pobreza no mundo". De fato, a CULPA pode não ser sua, mas a REPONSABILIDADE de mudar isso também é sua. Os produtos que você consome, as escolhas que você faz ao dar seu voto, tudo tem uma origem e um destino. Você sabia que aquela marca de tênis super famosa utiliza a mão de obra escrava chinesa para que você desfile pela rua achando que está abalando?
Provavelmente você não sabe nem de onde vem a carne do Hamburguer daquela lanchonete horrorosa, que diz ser bovina mas na verdade não é. Grande parte dos problemas sociais poderiam ser resolvidos se não fosse pelo egoísmo das pessoas em pensarem somente nelas. Contudo, a questão é um ciclo vicioso, da qual acaba atingindo direta ou indiretamente. Agora, antes de você criticar o governo pelo desemprego no país, tente imaginar de onde e como foram feitos seus tênis "genéricos", sua coleção de DVDs piratas, e todas aquelas mercadorias que você compra achando que está no lucro.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

"As noites ficam claras no raiar do dia"





Já apanhei pela inocência aos 3 anos de idade, quando deveria ter sido orientado ao invés de espancado. Pode não ser nada, mas é muito para uma criança levar um tapa e ser chingada em público por não conseguir carregar 2 garrafas de 2 litros de refrigerante aos 5 anos de idade. Parece exagero morar em uma família que não faz suas refeições juntos, não se dialogam e muito menos celebram Natal. Você já ficou na fila do caixa de um supermercado com um carrinho de compras sozinho aos 6 anos de idade enquanto seu pai foi tomar um longo café? Se você não passou por isso, não sabe o que estou sentindo. O desespero por não saber o que fazer, enquanto todos te olham demonstrando pena de ti.

A escola são outros quinhentos. Ter um filho como um dos melhores da sala às vezes não é suficiente para alguns pais, porque eles acham que é sua obrigação estudar sem seu apoio, ter que respirar seu cigarro sem reclamar, mesmo levando consigo problemas respiratórios desde o nascimento.

Para alguns pais filho bom é o filho do vizinho, o sobrinho, mesmo eles sendo a vergonha da família, consumidores assumidos de intorpecentes e autores de furtos. Que justo seria o mundo se cada pai e mãe tivesse um filho a sua altura.

Levar o nome de vagabundo quando apenas se estuda é menos dolorido do que quando te chamam de ladrão sem você merecer, vindo de um pai então, ai que o coração não aguenta. Mas para toda boa família não pode faltar a política do justo para todos. Então tira-se da internet um dos filhos que está fazendo trabalhos para levar na faculdade no dia seguinte, para o outro vasculhar a vida dos amigos e jogar conversa fora no Orkut. Dos males o menor, porque houve vezes que ao faltar dinheiro para interar a mensalidade da faculdade foi-se negado ajuda, mas foi no mesmo dia que aquele mesmo pai destruidor do sonho de um filho deu ao outro um tênis no valor duas vezes maior que a necessidade do outro.

Confesso que se em alguma vitrine houvesse uma plaquinha escrito: "Vende-se um pai" eu compraria. É triste acordar todos os dias desejando que te digam que você é adotado, e poder sair pulando aliviado por não ter vindo de alguém que não sabe diferenciar amor e ódio, mas a notícia não é a esperada: "Você vem dessa família". Você chora, tenta, mas não entende. Por que me tira quando deveria me dar? Por que me humilha quando deveria me apoiar? Por que me mata quando deveria me salvar? Até hoje prefiro pensar que viemos da Cegonha, e que por um descuido ela deixou-me na casa errada.

Prefiro pensar que isso é necessário para me fazer crescer, mostrando que posso fazer diferente, que pessoas especiais existem, e nem todo mundo vive contente e necessitado da desgraça do outro.

Quando me perguntam meu maior sonho, fico imaginando minha família unida, reunida a mesa, assim como acontece na casa dos amigos, e quando abro os olhos a vejo jogada no sofá. Já sonhei andando lado a lado com meu pai, jogando video game, pegando um cinema. Já quis perguntar o que estava acontecendo com meu corpo aos 12 anos de idade, desejei ouvir um elogio. Silêncio, o verdadeiro significado do que é "morrer".

Tenho a certeza de que nada na vida acontece por acaso, e um dia esse jogo vai mudar, e quando eu estiver no comando, não haverá derrotados, mas sim vencedores daquilo que cultivou.



Lu Mounier


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Brasileiros unidos?... Onde?







Engraçado como são as coisas nesse país. Até agora eu havia me decidido manter silêncio sobre o acontecido, mas depois da proposta "pornográfica" que recebi hoje, resolvi desabafar. Devido aos pedidos dos leitores, resolvi publicar a obra UM ESTRANHO DENTRO DE MIM independente. Solicitei os serviços de uma grande prestadora de serviço impresso em São Paulo, e comprei uma pequena tiragem de 20 livros para dar alguns aos amigos e comercializar outros para aqueles que queriam.

Fiz o depósito de 50% do absurdo valor imediatamente, e 3 dias depois foi até a empresa ver um exemplar modelo de como ficaria em série. Pedi alguns ajustes de páginas, capa, e corte. Dois dias depois um segundo exemplar já estava pronto, então voltei lá e refiz a revisão. Para não voltar uma terceira vez, resolvi aprovar a impressão em série mediante a alteração que eu havia solicitado nos 2 relatórios. Pois bem, o prazo de 2 dias úteis para entrega se estendeu a 5, nunca ficava pronto.

Recebi os 20 exemplares em casa, e ao abrir um para sentir a sensação de ter sua primeira edição impressa fiquei surpreso, pois minhas solicitações não haviam sido seguidas. Liguei para a vendedora e reclamei. Vieram buscar. Cinco dias úteis depois me trouxeram outra série, refeito sem os erros anteriores. Quando observei os livros estavam todos tortos, menor que a medida solicitada, sobrando capa de um lado e faltando no outro. Fiquei muito chateado. Falei com eles novamente e levei os livros, que de 20 apenas 6 haviam ficado perfeitos como eu pedi. Em reunião com a gerência, expliquei como eu os queria, e mostrei os problemas e defeitos nas obras que haviam me entregue. Pediram-me inúmeras desculpas e sai de lá satisfeito, na certeza de que o problema certamente se resolveria. Sete dias depois recebi os livros em casa. Comecei a revisar um por um, e como já era de se esperar, problemas na confecção do hotmelt, além de 0,5 cm a menos.

Reclamei novamente e pedi para que o material fosse retirado, pois me senti passado para trás. Para minha surpresa, recebi o comunicado de que os trabalhos são feitos quase que de forma artesanal, e sendo assim não tinham como ficar perfeitos como eu queria, não estavam a minha altura e por isso eu deveria passar os dados da minha conta para que parte do dinheiro fosse devoldido. Ótimo!

Hoje, recebi uma proposta estúpida, de que se eu quisesse eles venderiam pra mim os livros a preço de custo, e caso eu nao quisesse eles seriam destruídos. Defeituosos, não tenho o que fazer com eles, e sugeri que doassem a bibliotecas, escolas e instituições que os reaproveitassem. A resposta que recebi foi que por haver custos, os livros iriam para o lixo se eu não quisesse.

Esse acontecimento me fez refletir sobre a situação em que vivemos nesse país. Essa desigualdade social, pessoas passando fome, desemprego, tudo por causa da ganância e egoísmo das pessoas. Escolas públicas sem carteiras para as crianças estudarem e ninguém se move para trabalhar em prol disso, mas fazem multirão para fazer cadeiras ao Papa e seus seguidos em visita ao Brasil. Qual a finalidade de ajuda? Com o que "Deus" ficaria mais feliz em ser ajudado?

Olha como as coisas são, você não doa porque lhe teve um custo, mas se jogar no lixo esse custo lhe será ressarcido? E as árvores que foram sacrificadas para se fazer o papel utilizado, o tempo gasto, a energia elétrica... E por incrível que pareça, ainda assim querem construir um mundo melhor. Dessa forma?
Lu Mounier

domingo, 16 de agosto de 2009

Crítica e Criticar


Outro dia recebi uma mensagem de uma pessoa que diz ter lido um de meus livros e ter odiado. Essa pessoa solicitou uma resposta por e-mail, e eu respondi. Como já era de se esperar o garoto não gostou e disse aquilo que ele sabe que é, mas prefere projetar seus defeitos em mim.
O engraçado é que algumas pessoas chegam até você falando mal do seu trabalho e acham que você é obrigado a aceitar com um sorriso nos lábios os desaforos que elas confundem com CRÍTICA. Fazer uma Crítica é elencar pontos daquile assunto que você trata, que servem pra você em algum momento de sua vida, ou seja, não é colocar uma opinião se é bom ou ruim, porque isso se chama CRITICAR. Criticar é falar mal, observações sem fundamento. A gente nao deve ler uma obra e depois refletir sobre o que achamos que o personagem deveria ser, o final que deveria ter etc. Uma obra tem seu começo, meio e fim, e quando apreciamos a literatura não se pode querer mudar aquilo que foi escrito por um autor porque a proposta da história é aquela. Cabe a quem leu entender o desfecho, refletir sobre as atitudes do personagem, as consequencias, quais os benefícios que o exemplo da história pode trazer a quem lê, isso é fazer uma CRÍTICA.
Esclarecendo a imagem, é apenas uma brincadeira, ok? Bom domingo pra vocês!
Lu Mounier

sábado, 15 de agosto de 2009

Doe sangue!




Hoje na tv assisti a uma reportagem falando sobre a escassez nos bancos de sangue de São Paulo. Segundo uma das responsáveis pelo hemocentro, havendo 100 doações diárias o problema de falta de sangue estaria resolvido. Se levarmos em consideração que São Paulo possui mais de 11 milhões de habitantes, 100 pessoas por dia é praticamente nada se comparado. Ligando o assunto, até pensei em planejar uma campanha para o público que lê meus livros, porém, infelizmente ainda existe o preconceito. Atualmente, homossexuais não podem ser doadores, mesmo não sendo mais considerado um grupo de risco devido ao HIV. Consideramos então a hipocresia de alguns brasileiros. Enquanto pessoas morrem por falta de sangue, outros são impedidos de doar.


Lu Mounier

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Novo livro a caminho...

Homens virando gays...

As mulheres estão reclamando que está difícil de encontrar homens heterossexuais no mercado. Convenhamos, essas botas que estão usando ultimamente são um horror, brega, cafona. Nós estamos no Brasil, não tem clima tão frio ao ponto de se usar uma bota parecida com as que se usa no Alasca, Europa, ainda mais por dentro da calça jeans (Misericórdia). Socorroooooooooooooo... Essa nova moda é brochante, homens reclamam, mulheres fiquem alerta, porque é pra eles que vocês deveriam se vestir.



Foto extraída do link: http://sobresaltos.files.wordpress.com/2008/04/bota-errada.jpg

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Trecho - Prévia do Livro: Novembro


Dizem que se leva um minuto para conhecer uma pessoa especial, uma hora para amá-la e uma vida inteira para esquece-la. Por mais que o tempo passe, existem coisas que jamais apagaremos da memória, cicatrizes deixadas pela vida que nos acompanharão pra sempre.


Filho de pais alemães, nasci e cresci em São Paulo, onde morei por treze anos até minha família voltar à Europa. Devido a crise que o continente enfrentou pós guerra, a empresa em que meu pai trabalhava encerrou suas operações no Brasil, o transferindo para a matriz em Berlim.


Aceitar a idéia foi difícil, principalmente pelas razões climáticas, os amigos. O que eu não sabia, era que minha vida mudaria para sempre.


Em meu quarto eu lia um livro que trouxera do Brasil, somente com a luminária ao lado direito da minha cama ligada, além do aquecedor. O frio que fazia naquela noite despertava-me vontade de chorar, mesmo agasalhado.


A primeira noite foi a pior de todas, pois não tínhamos vestimentas apropriadas para aquele clima, nos fazendo quase congelar.


Logo quando o dia amanheceu meu pai foi trabalhar, ficando apenas eu, meu irmão e minha mãe. Desci para tomar café da manhã, tremendo feito uma vara verde.
Colocando o bule sobre à mesa, minha mãe falou:


-Hans, preciso que você vá comigo até a loja de tecidos.
-Fazer o quê, mutter?

-Vou comprar tecido. Não temos muito dinheiro para gastar com alfaiate e precisamos de boas vestimentas para passar o inverno.
-Por que a senhora não leva o Patrick?
-Porque ele ficará estudando.
-Humpft... Tudo bem.


Mesmo que eu não concordasse em ir, ela obrigaria-me de qualquer jeito. Nossa educação sempre foi muito rígida, tendo os pais como soberanos de tudo. Claro que eu não concordava com tais regras, porém, contrariar não adiantaria muito, apenas levaria-me para cama mais cedo, e certamente acompanhado de uns puxões de orelha.


Caminhando apressado, tentava acompanhar os passos de minha mãe em direção à loja de tecidos.


Tomando a frente, minha mãe empurrou a porta, entrando rapidamente, comigo logo em seguida. Quase a deixei bater, pois ventava muito naquele momento.


Aproximando-se do balcao, mamae olhava de um lado pro outro as pilhas de tecidos, ao mesmo tempo em que tirava suas luvas.


Não demorou muito para que uma senhora nos abordasse:


-Bom dia!
-Bom dia. Quero ver alguns tecidos para fazer roupas de inverno.
-Ah sim! Acompanhe-me, por favor.
- Disse aquela senhora caminhando em direção às prateleiras.


A loja tinha alguns adereços estranhos, provavelmente provindos de outra cultura. Conforme minha mãe ia pedindo, o senhor que estava no balcao ia medindo, cortando e embrulhando os tecidos.


Ambiente sombrio, cheirava a couro. A porta de entrada nos permitia visualizar os bondes e pessoas pela rua passar, pois da metade para cima era de vidro.


Depois de muito esperar, eis que ouço meu nome:


-Hans... - Chamou minha mãe.
-Senhora?
-Venha me ajudar com os pacotes.
-Sim.


Quando voltei ao balcao e vi aquela pilha de pacotes amontoados, tive vontade de chorar. Nunca pensei que minha mae fosse comprar tanto, sobrando, claro, para eu carregar.


-Quanta coisa! - Exclamei abismado.


Dando a volta pelo balcao, o senhor de cara feia disse:


-Aguarde um momento que vou lhe ajudar com os pacotes.
-Sim.
- Respondeu minha mae colocando suas luvas.


Caminhando por um longo corredor, gritou o senhor:


-Eliezer!... Eliezer!...

(Curioso para saber como continua? Não perca em breve um novo livro de Lu Mounier)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Entrevista com Lu Mounier

Essa entrevista foi realizada por dois alunos de jornalismo da ECA, Juliana Pascoal e Emerson Ferreira para um trabalho da faculdade. Resolvi publicar para ajudar em seu trabalho.




















































































































quinta-feira, 2 de julho de 2009

Foi Deus quem fez isso?









Por séculos os homossexuais foram perseguidos. Durante a Inquisição Portuguesa (1536-1821), mais de três mil foram denunciados, aproximadamente quinhentos foram presos e mais de vinte queimados na santa fogueira. Perante a igreja, esse era considerado o mais sujo dos pecados, sendo punido com o maior rigor das leis cristãs. A Igreja Evangélica possui uma postura muito firme referente à homossexualidade. Mesmo utilizando-se de argumentos da sociologia, psicologia, ética e ciência, é da Bíblia Sagrada que a base da compreensão teológica é retirada. Apesar de ser desfavorável à prática homossexual, acham que os homossexuais devem ser acolhidos, ouvindo a palavra de Deus, condição essa que pode ser mudada, tratando-se de uma questão de escolha e ocasionada pela falta da palavra.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Manifesto em favor do novo

Alguns temem o novo
Porque ele ameaça o estabelecido, contesta as convenções
Desafia as regras

Alguns evitam o novo
Porque ele traz insegurança, estimula o experimento,
convida a reflexão

Alguns fogem do novo
Porque ele nos retira da confortável posição de autoridades
E nos obriga a reaprender

Alguns zombam do novo
Porque ele é frágil, não foi consagrado pelo uso
Mas estas pessoas esquecem que tudo o que hoje é consagradoum dia já foi novo

Alguns combatem o novo
Porque ele contraria interesses, desafia os paradigmas,
não respeita o ego, despreza o status quo

Mas tudo isso é inútil
Porque a história da humanidade mostra
que o novo sempre vem

Por isso, recicle seus pensamentos, reveja seus pontos de vista
Atualize suas fórmulas, seus métodos, suas armas

Senão você será sempre um grande profissional
Um sujeito muito preparado para lutar numa guerra que já passou

Meio & Mensagem
19 de maio de 2008
Nº 1309