domingo, 28 de fevereiro de 2016

LIVRO: A PRIMEIRA PEDRA - CAPÍTULOS 1 E 2



CAPITULO 1
DESILUSÕES DA VIDA

Para a humanidade, o “sentido da vida” ainda é uma incógnita. Já para os poetas e caretas, o “sentido da vida” é Amar, o que pra mim não passava de uma tolice.
O mundo em que um dia eu acreditei fazer parte, na verdade nunca existiu. Minha vida inteira, passado, presente e sonhos foram construídos sobre mentiras, como um castelo de cartas esperando a primeira ventania para se dissipar. Somente quem passou pela experiência que eu passei pode descrever a dor incurável que nos tormenta, a paz tirada e nunca mais devolvida. Por que eu, Deus? Por que me faz, ainda hoje, lembrar como se fosse ontem? Até quando serei condenado a carregar essa dor de uma alma que se tornou hemofílica?
A história que contarei a partir de agora, é a vida de um cara que conheceu, mesmo desacreditando, o verdadeiro Amor. De um garoto arrependido, que daria sua vida para poder voltar no tempo e fazer diferente.
-Gael... Gael... Já são oito e meia! – Acordava-me minha mãe.
-Já vou levantar... – Respondi cheio de preguiça.
-Deixei leite quentinho no fogão. Na geladeira tem salame, manteiga, requeijão e peito de peru defumado. O pão e a geleia estão sobre a mesa. Não se atrase! – Disse dando-me um beijo na testa.
Sempre morei em São Paulo. Quando eu tinha dezoito anos meu pai foi embora de casa, fugindo com a melhor amiga de minha mãe. Semanas depois veio a surpresa: ganharíamos um irmão.
Meu sonho de iniciar a faculdade parecia ter chegado ao fim, tendo eu a responsabilidade de ajudar a sustentar a casa, pois era o filho mais velho, já com o terceiro a caminho. Mas logo a esperança voltou a reinar, pois minha mãe foi promovida na empresa em que trabalhava como Corretora de Imóveis. Com uma renda maior, o dinheiro que eu ganhava passei a investir na tão sonhada graduação em Enfermagem.
            Ouvi a porta da sala fechar. Coberto apenas por um lençol, de corpo nu, levantei-me. Caminhei até o banheiro, cambaleando de sono em meio ao silêncio da casa vazia. Levantei a tampa do vaso sanitário com os olhos entreabertos, de pênis ereto e bexiga cheia. Aliviado, voltei ao quarto, peguei uma roupa e fui tomar um rápido banho quente. A preguiça era muita, mas a necessidade de cumprir os compromissos era maior.
            Todos os dias eu seguia a mesma rotina. Acordava, ia pra faculdade e depois ao shopping, onde trabalhava como Vendedor em uma loja de grife esportiva. Naquele dia, em especial, eu pude acordar um pouco mais tarde devido a ter apenas a entrega de um trabalho acadêmico.
Sentei-me à mesa da cozinha para tomar café. Fiz um breve sanduiche de pão, queijo branco e salame, acompanhado de um suco de laranja que já estava pronto na geladeira. 
            Segui para a faculdade feliz da vida por ser sexta-feira. A manhã estava ensolarada, brisa suave, prometendo um dia perfeito para curtir.

“Se o seu coração é absoluto e sincero, você naturalmente se sente satisfeito e confiante, não tem nenhuma razão para sentir medo dos outros.” – Dalai Lama

            Embora não houvesse aula normal, aquela sexta-feira foi corrida. O shopping estava lotado, a loja teve um ótimo movimento e consegui fazer várias vendas boas.
A única coisa ruim, ou melhor, as coisas ruins em trabalhar em shopping é o tempo que nos consome e a inveja de algumas pessoas que não conseguem se destacar naquilo que fazem.
-Parabéns, Gael! Arrasou hoje! – Disse Gabriela, uma das vendedoras da loja.
-Obrigado! Bateu sua meta?
-Finalmente! Dois dias antes de fechar... Agora tô suave! E você?
-Consegui também. Hoje vou dormir em paz. – Brinquei.
-O mês que vem vai ser paulera...
-Nossa! Nem me fale, Natal vai ser corrido...
-Vou indo, gatão.
-Tá certo. Até amanhã!
-Até. Beijo gente! – Despediu-se ela passando por baixo da porta da loja entreaberta.
Assim que deixei o trabalho telefonei pra casa. Ninguém atendeu. Mandei uma mensagem de texto pra minha mãe que logo respondeu com outra, comunicando-me que não voltaria pra casa.

Num volto hj pra ksa
To na casa da sua tia
Bjs

Entrei no metrô, que por sinal estava lotado. Para alguns a diversão estava só começando, enquanto que para mim, a cama era meu destino final.





CAPITULO 2
UMA TRANSA E NADA MAIS

Cheguei em casa já passavam das 23h00. As luzes estavam apagadas, e apenas o abajur sobre a mesinha de canto permanecia aceso. Deixei a mochila sobre o sofá da sala e ali mesmo comecei a tirar a roupa.
            Caminhava em direção à cozinha quando o telefone tocou.
-Alô?
-Gael? – Questionou meu irmão do meio.
-Fala, Jeferson?
-A mãe tá ai?
-Não... Hoje ela vai ficar na casa da tia Lúcia...
-Tá certo. Já saí da aula, vou dar um rolê com a galera...
-Toma cuidado com esses cara que você tem saído...
-Sei me cuidar, mano. O Dudu tá ai?
-Não, a mãe levou com ela.
-Então beleza!
-Só voltam domingo.
-Tá bom.
            Dudu, nosso irmão caçula, adorava passar os finais de semana na casa da tia Lúcia, onde podia brincar com nossos primos, todos na mesma faixa etária. Já eu e o Jeferson não gostávamos muito, pois quase não havia o que fazer para pessoas de nossas idades.
            Desliguei o telefone e troquei de roupa. Já que passaria o restante da noite em casa e sozinho, resolvi pedir uma pizza.
Procurei o telefone da pizzaria na porta da geladeira, mas não encontrei. Embora estivesse um pouco cansado, não desisti e fui comprá-la pessoalmente, afinal, a pizzaria ficava apenas a duas quadras de casa.
            Entrei no elevador. Olhei no relógio e já eram quinze para meia-noite. De bermuda, regata e chinelo caminhava pela calçada sob um céu estrelado de uma noite de verão.
Ao chegar na pizzaria avistei um belo rapaz sentado na porta. Imediatamente pensei besteira, e quando meu olhar foi correspondido empolguei-me ainda mais. Pele branquinha, mãos grandes. Aquele garoto não deveria ter mais que vinte anos, no ponto do “abate”. Cheguei a pensar que fosse um cliente aguardando pelo seu pedido, mas quando o rapaz questionou ao balconista quantas pizzas já estavam prontas para entregar descobri que era muito mais que um cliente. Fiquei excitado só de imaginá-lo em cima daquela moto, suando de tanto trabalhar.
            Mediante a situação, mudei de ideia. Pedi para que minha pizza fosse entregue em casa, já o imaginando indo entregá-la. Ao questionarem o sabor, respondi olhando para ele:
-Calabresa!
            Esboçando um leve sorriso ele olhou-me ao mesmo tempo em que subia em sua moto. Que tesão! Moleque de tudo, corpo magro e pernas ágeis empurrando aquele pedal.
-Seu pedido já está em preparação. A previsão é de quarenta minutos. – Disse o rapaz do caixa, mal humorado e horroroso por sinal.
            Quando percebi que ele não era o único entregador daquela pizzaria deixei claro para o chato do caixa que só aceitaria se fosse aquele loirinho gostoso quem a levasse, obviamente não com essas palavras.
            Voltei pra casa e fui direto tomar banho. Minha imaginação estava a mil, claro, não perderia a oportunidade de arriscar naquele motoqueiro.
Ao terminar, enrolei apenas uma toalha à cintura e tratei de interfonar para o porteiro pedindo:
-Douglas... Logo mais deve chegar uma pizza que encomendei. Como não vou poder descer pra pegar, deixe que o rapaz suba, beleza?
-Tudo bem...
-Valeu.
            Voltei ao meu quarto e passei um óleo de amêndoas no corpo como sempre fazia. Na sala desliguei a TV e acendi o abajur. Não demorou muito e a campainha tocou. Liguei o rádio e coloquei uma música lenta pra tocar.
            Respirei fundo. Abri a porta e lá estava ele, segurando o meu jantar. Naquela noite ele ia ser meu, disso eu tinha certeza, e não sossegaria enquanto não conseguisse o que tanto queria.
-Sua pizza! – Falou ele olhando-me de cima a baixo vestido com apenas uma toalha.
-Entre...
-Não posso, tenho outras entregas para fazer e...
-Deixa disso... Não vai demorar!
-Licença...
            Ele sabia muito bem o que eu queria, e eu também sabia que ele estava querendo. Propositalmente deixei a toalha cair, era o convite que faltava.
            Fechei a porta. Enquanto isso ele já foi pegando em minha cintura. Joguei aquela pizza sobre o sofá e começamos a nos beijar. Safado! Eu tinha certeza que ele estava me querendo, e antes que eu o pedisse já foi descendo suas calças.
Enquanto aquele motoqueiro suado mordia minha orelha, ao mesmo tempo gemia em meu ouvido deliciosamente. Sem contar aquela língua rígida descendo pela minha virilha antes de provar do meu sabor.
-Hum!... Eu sabia que você tinha “a pegada”. – Sussurrei.
-Você quer rola? Então toma, filho da puta! – Respondeu ele, também sussurrando.
            Transamos na sala mesmo, no sofá, no tapete, sobre a mesa. De bonzinho ele só tinha a cara, porque na transa ele era muito experiente. Sabia fazer muito bem, porém, não deixei a desejar, mostrei a que vim e o surpreendi, e a expressão em sua face foi notória e, acima de tudo, satisfatória.
-Bom, agora preciso ir. – Disse o motoqueiro colocando a camisa.
-Tá certo...
-Valeu, cara!
-Até.
            Após apertar minha mão como um amigo, saiu da mesma maneira que entrou, deixando em mim aquele vazio que me envolvia todas às vezes que terminava uma transa.
            Ainda no escuro, deitei-me ao tapete da sala, de corpo. Com o olhar perdido, refiz, como toda vez que algo desse tipo acontecia, uma reflexão. E a conclusão foi mais uma vez unanime: usado como um objeto. Transar sempre foi uma de minhas diversões prediletas, porém, depois de gozar eu sentia uma forte angústia, quase sempre um arrependimento instantâneo e temporário. Certa vez combinei de passar a noite com um rapaz que eu queria muito ficar, e depois de transar, uma vontade imensa de ir embora me tomou de tal forma a me incomodar. Assim que ele dormiu, deixei o motel e nunca mais quis vê-lo.
Nessas horas de conflitos eu contava com uma amiga, Solange, única pessoa em quem eu confiava e desabafava sobre essas coisas.
-Oi Gael!
-Oi Sol! Tá ocupada?
-Estou jantando... E você?
-Também. – Respondi desanimado.
-Olha, já entreguei seu curriculum aqui no RH do hospital, falei de você pra selecionadora e agora é só aguardar que logo eles te chamam. – Avisou-me ela.
-Você acha que tenho chance? – Perguntei desanimado.
-Claro! Você é uma ótima pessoa, ética, responsável... Só não vou afirmar que vão te chamar amanhã, por exemplo, porque você sabe que nesse período de festas o país para, né?
-Sei bem como é.
-Mas me conte... O que você tem? Sinto sua voz triste...
-Será que existe depressão pós-sexo? – Perguntei.
-Depressão pós-sexo? Como assim?
-Acabei de transar com o entregador de pizza... Estou me sentindo muito mal.
-Gael! – Exclamou abismada. - Mas por que você está assim? Foi ruim?
-Não... Foi muito bom até, mas sabe quando você olha pra pessoa e ela se vai como se nada tivesse acontecido?
-Nunca passei por isso, mas acho que posso imaginar como seja...
-Você transa com alguém que mal te beija e se despede como um amigo...
-Credo!
-Fico me sentindo um objeto... Bate uma angústia, um aperto no peito, como se você valesse apenas um jato de porra...
-Oh amigo! Não fica assim...
-Vamos deixar isso pra lá.
-Mas Gael, isso é culpa sua também, porque você disse que não estava a fim de se envolver com ninguém.
-Eu sei... Na verdade tenho medo de me envolver e depois passar pelo que passei no passado, mas ao mesmo tempo sinto falta de alguém para me dedicar, oferecer meu amor, cuidar, abraçar... Fazer coisas simples, como ir ao cinema ou tomar um sorvete no parque. Entende?
-Claro que te entendo! Posso te dar um conselho de amiga?
-Sim.
-Abra seu coração, deixe que alguém te faça feliz... Se permita ser feliz!
-Será que estou preparado pra mais uma decepção?
-A vida é uma constante, Gael. Seja um lutador, e não um derrotado. Aposto que esse cara deve tá com outro alguém curtindo o maior love, enquanto você tá aí cultivando essa fossa...
            Após um profundo suspiro, respondi:
-Só o tempo dirá.
-Ele sim é o melhor remédio. Amore, preciso voltar pro meu plantão.
-Tá bom, vai lá.
-Beijos e se cuida, tá?
-Você também. Bom trabalho!
            Adormeci na sala, deitado sobre aquele sofá, sem nem tocar naquela pizza, sendo a única testemunha da minha angústia e lágrimas na face.



“Toda ação humana, quer se torne positiva ou negativa, precisa depender de motivação.” – Dalai Lama



segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

LIBERAR AS DROGAS?


segunda-feira, 16 de novembro de 2015

TRAGÉDIAS INCOMPARÁVEIS

As redes sociais estão se tornando muito cansativas, pra não dizer chatas. As pessoas estão pegando o hábito de falar o que querem sem pensar. O assunto, ou melhor, os assuntos do momento são as tragédias que ocorreram nos últimos dias, os atentados em Paris e o rompimento da barragem em Mariana. O absurdo das postagens, publicado por um idiota e curtido pelos imbecis, questiona e coloca em disputa qual foi a maior tragédia, como essa postagem que printei. 
A comparação da tragédia da boate com o atentado em Paris é tão estúpida, que a pessoa que se dedicou a criar essa montagem e dissemina esse pensamento nem se deu conta que o pensamento dele segue a mesma linha de raciocínio de um terrorista.
Primeiro: somente eu sou vítima;
Segundo: se ninguém se preocupa comigo, eu não me importo com os outros;
Esse tipo de comparação é muito perigosa, até porque as situações são diferentes. O incêndio na boate não foi um atentado terrorista, e sim uma fatalidade não-intencional. Da mesma maneira aconteceu em Mariana-MG. A solidariedade do mundo com a tragédia na França não é com o país, e sim com as vítimas que, de maneira cruel, não tiveram tempo de se defender de um pequeno grupo de pessoas fanáticas que querem impor ao mundo regras religiosas que eles julgam ser a verdade absoluta. Um massacre intencional e contínuo que ameaçam a humanidade.
"Mas ninguém colocou a foto de Mariana no Facebook..." ouvi esse comentário, que por sinal bem imbecil, e estou pensando seriamente em deixar de participar dessa rede social. 


As pessoas que estão fazendo esse tipo de comentário, que não são poucas, fizeram o que por Mariana? Elas foram até lá levar cestas básicas, água, cobertor? Não! Apenas ficam curtindo e replicando essas frases prontas que elas mal sabem interpretar. 
O mundo não se comoveu com as mortes na boate Kiss, mas e você com o mundo? Quantas tropas o Brasil enviou ao oriente médio pra combater o terrorismo em apoio aos EUA, Europa ou outros afetados com o terrorismo? Será que alguém já parou pra pensar nisso? 
Vivemos atentados terroristas no Brasil a todo tempo. Colocam fogo em ônibus, tiroteio e toque de recolher em comunidades, entre outras situações. A diferença entre o terrorismo vivido no Brasil e o atentado em Paris é o conformismo do brasileiro, diferente dos outros países. O MUNDO inteiro está em luta para combater o terrorismo, mas o Brasil não. O conformismo tornou-se tão presente, que até nas campanhas eleitorais o terrorismo é utilizado, e o mais surpreendente, o candidato se reelegeu (Preciso dizer que é a atual presidente?). 
E você, vai fazer o que?


terça-feira, 10 de novembro de 2015

AS PEDRAS QUE ME ATIRAM

Recebi essa postagem em minha página do Facebook, e embora ela já tenha 2 anos, vou comentá-la porque somente agora tive conhecimento. 
Não conheço e nunca ouvi falar da autora desse texto, e até pensei em não comentar, mas não posso ficar calado diante a essa situação. Eu não estou aqui para defender Gretchen, Tammy ou Faustão, pois não conheço a vida deles e não tenho o direito de julgá-los.
Não entendi o que essa moça, Fabiana Vasconcellos, faz da vida, pois em sua página ela entrevista, depois organiza uma espécie de programa. Mas isso também não é da minha conta. A sociedade brasileira, desde que foi instituída, carrega consigo o peso da moralidade, ou melhor, a falsa moralidade. Pessoas que vão à igreja, louvam ao Senhor, ouvem a palavra e ao sair, apedrejam o próximo, julgam, se colocam como superiores no direito de julgar seu semelhante. Gostaria de entender, Fabiana Vasconcellos, qual seu pensamento sobre a história da humanidade. Sim, porque a televisão existe há 60 anos, e antes disso como as crianças sobreviveram? Quando estou em minha casa, eu assisto o que eu quero, pois tenho o controle da TV em minhas mãos. Então não venha com esse discurso hipócrita de que o Faustão ensina maus exemplos para as crianças, porque o programa não é infantil. O pai permite que o filho assiste, mas o formato da atração não foi feito para crianças. Aos invés disso, você poderia levar suas crianças, se é que você as tem, para brincar no parque, colorir revistas, montar quebra cabeças, ler um livro, ao teatro, ou até mesmo assinar um canal infantil para entretê-las. 
Se a Tammy e sua mãe fizeram programa ou filmes eróticos em algum momento de suas vidas, quem somos nós para julgar? "Aquele que nunca pecou, que atire a primeira pedra." Lembra? Eu não participei da história de vida delas, não sei o que elas viveram dentro de suas casas, o que comeram ou as dificuldades que enfrentaram. O que eu sei é que, se fizeram, é porque teve quem comprasse. Será que você, Fabiana, algum dia nas aulas de filosofia, parou para refletir sobre a vida? Reparei que você se comove com as pessoas que trabalham recolhendo lixo, se compadece com as pessoas que levantam as 04:00 da manhã para trabalhar e se revolta com o salário do Faustão de quase 5 milhões mensais. 
Vamos então recapitular os tempos de escola e refletir sobre a vida. Vamos pegar então o exemplo de uma Floresta, ok? Existem os insetos que se alimentam de fezes e carnes em decomposição, os carnívoros que devoram animais de sangue quente, as aves que se alimentam de frutas nas copas das árvores, cada um com sua função. Da mesma maneira ocorre uma sociedade, o coletor de lixo, o funcionário público, o motorista de ônibus que começa sua jornada as 04h00 da manhã para transportar quem está indo trabalhar, ou até mesmo voltando da balada. Aos que não estão satisfeitos com sua vida, que façam algo para mudar e vençam seus obstáculos para conquistar os sonhos. Cada ser humano tem um sonho, assim como você também deve ter o seu, e cabe ao outro o respeito, e não o julgamento. Você não é obrigada a assistir o Faustão, você assiste porque você quer. E se você não concorda com a qualidade da programação, julgando ser ruim como percebi em seu comentário, procure algo que esteja de acordo com seu nível cultural. Eu não critico nenhum programa, sabe por que? Porque a opção de assisti-lo é minha. Se ele está alí, é porque tem público.
Confesso que fiquei comovido com seu desabafo, Fabiana Vasconcellos, até posso fazer uma leitura de sua pessoa utilizando como base as suas palavras nesse texto tão pesado que você fez questão de tornar público. Eu te imagino uma pessoa de um coração enorme, que abre as portas de sua casa para abrigar moradores em situação de rua em noites frias, que divide metade do seu pouco salário com instituições filantrópicas, que doa mensalmente os R$ 30,00 ao Médicos Sem Fronteiras, que deixa de almoçar para dividir seu pão com quem tem fome, que passa suas noites em claro sabendo que existem pessoas no mundo dormindo no cimento, enquanto você repousa em lençol de algodão. Para quantas pessoas na vida você já estendeu sua mão? Então vamos fazer o seguinte: Vamos deixar o papel de Juiz para Deus, e vamos nos comportar como meros pecadores, trocando críticas por solidariedade. E se a Tammy não aceitou a proposta de emprego honesto (Honesto naquilo que você julga) que você deve ter feito a ela (Acredito que você deve ter feito alguma proposta para ter a julgado como fez), não vamos julgá-la. Os erros e acertos dela somente ela responderá. Espero que você reflita sobre o que é MORAL, e critique menos as pessoas e pratique mais a caridade. Você não é imaculada ao ponto de receber uma procuração divina para falar em nome. E foi com esses pensamentos moralistas que as mulheres foram objetos masculinos até metade do século XX, que a Fogueira Santa matou milhares de pessoas, que escravos foram explorados pelo mundo, entre muitas outras crueldades. Ah, só pra terminar, quando seu programa estiver no auge do sucesso e você ganhando seus Milhões, não deixe de apresentar aos seus seguidores as obras de caridade que você faz e se dedica, Guerreira!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

JESUS NA PARADA GAY 2015

Não gosto muito de falar sobre o assunto PARADA GAY, pois embora seja gay, não sou a favor desse "manifesto" como é atualmente. Mas isso é um outro assunto.
Acompanhei muitas pessoas horrorizadas com algumas cenas publicadas na mídia, onde figuras consideradas sagradas foram reproduzidas, indignação inclusive de homossexuais. Pois bem, isso ocorre com maior frequência em países subdesenvolvidos, onde existem poucos pensantes e muitos errantes. 
Podemos enxergar de diversas maneiras a figura comentada, porém, se fizermos uma análise crítica, fora do senso comum e sim numa visão empírica, podemos levar alguns detalhes em consideração e chegar a um novo contexto. 

As igrejas cristãs pedem dinheiro em nome de Jesus, vendem terrenos no céu em nome de Jesus, constroem templos em nome de Jesus e cometem outras barbáries em nome de Jesus. 
Líderes religiosos ofendem ao próximo em nome de Jesus, julgam os outros em nome de Jesus, incitam à violência em nome de Jesus e enriquecem em nome de Jesus.  
Mas nada disso é problema, pois o problema maior é o gay interpretar Jesus, figura sagrada. Vamos deixar os dogmas de lado, e repensar nas figuras que foram exibidas. Afinal, qual a finalidade da apelação? 
Jesus é a figura que exemplifica com maior perfeição o AMOR. Jesus Cristo falou, demonstrou e morreu por amor ao próximo. Foi crucificado pelo seu povo, da mesma maneira que fazem com os gays atualmente. Somos (gays) apedrejados em público, agredidos fisicamente e verbalmente, hostilizados em nome de Jesus.
Jesus Cristo foi traído por Judas com um beijo nos lábios. Isso fez dele um homossexual? O beijo nos lábios era uma maneira de mostrar respeito. Cadê os estudiosos da Bíblia para explicar a reprodução da cena? 
Somos traídos o tempo inteiro por nossos amigos, familiares e sociedade. As pessoas nos beijam no rosto e nos atiram pedras nas costas, nos toleram pelo que temos, e não pelo que somos. Você é aceito quando você favorece ao outro, caso contrário, não passa de um viadinho. 
Em meu próximo livro, A PRIMEIRA PEDRA, um dos personagens menciona um detalhe que veio a calhar nesse momento e vou reproduzir um trecho:

"Jesus foi um dos maiores sábios que já existiu, um filósofo inestimável... Quando estava na cruz, olhou para sua mãe e para João, seu apóstolo, que estava ao lado dela. Jesus, sabendo que deixaria esse mundo, olhou para Maria e disse: "Mulher, eis aí o teu filho."... Jesus estava dando a João, que era órfão, sua mãe, onde também disse a ele: "Filho, eis aí tua mãe!"... Naquele instante ele preenchia uma lacuna, porque sabia que estava deixando essa vida, e deu à mãe órfã de filho um filho órfão de mãe... [...] Quando Jesus olha aquela multidão que o condenou lá do alto da cruz, ele olha para cima e pede: "Pai, perdoe-os porque eles não sabem o que fazem"... NÃO SABEM O QUE FAZEM... Naquelas pessoas não existia Amor, porque não sabiam o que estavam fazendo, faltava o conhecimento. [...] O contrário do Amor é a Ignorância... O Amor é o ponto mais elevado do conhecimento, e aquele que não o conhece, é um ignorante. [...] Amar não é pra qualquer um. Somente os especiais e sábios se permitem conhecer essa ciência... Aqueles que não são correspondidos devem se sentir honrados por experimentar o Amor, e aliviados por descobrir que aquela pessoa não é tão especial quanto pensava. [...] O Amor não pede nada em troca... Ele liberta, ensina... Para o Amor não existe ciúme, porque existe a Certeza. Amar é oferecer, é doar, é abrir mão de tudo." 

Agora eu vos pergunto: Onde está o amor? Você observou essas imagens com "Amor"? Vamos olhá-las novamente com mais atenção... Você vê nelas, alguma cena de sexo explicito, onde um penetra o outro? 

“Não entendeis que nada do que vem de fora e entra numa pessoa pode torná-la impura, as coisas que saem de dentro da pessoa é o que a torna impura.” - Frase de Jesus Cristo

A maldade está em cada um que julga o outro para desviar o foco de sí mesmo. Para esconder o meu pecado, o pecado do outro precisa ser evidenciado, e assim eu não serei visto. Mas a sua consciência te acompanha a vida inteira, e apontar o dedo pro outro em nome de Jesus não irá te tornar um exemplo de "filho" e nem lhe garantirá um lugar no céu. Deus deu a todos os seus filhos o direito de escolha, o livre arbítrio de seguir seu caminho como quiser (Não que ser homossexual seja uma escolha), estando certo ou errado, não cabe a nós o julgamento, pecadores como qualquer outro. 
Antes de falar em nome de Jesus, repita as sábias palavras que ele nos deixou, e são tão pouco praticadas:

-Amai uns aos outros como a ti mesmo;
-Aquele que nunca pecou, que atire a primeira pedra;

Tenham uma boa semana!  


sábado, 7 de fevereiro de 2015

NEARLY A LEVY AWAY

Para quem achava que Lu Mounier permanecia ausente, aí está mais uma novidade: A obra Quase Levy um fora, a convite de uma editora norte americana, foi traduzido e será publicado no mercado de língua inglesa nos próximos dias. O que acharam do nome?

sábado, 20 de setembro de 2014

LANÇAMENTO DE NOVO LIVRO

Recebo semanalmente e-mails questionando quando lançarei uma nova obra. Eu havia anunciado o próximo lançamento, intitulado como A primeira pedra, e como não está todo finalizado resolvi mudar alguns planos. O livro terá muita história pra contar, por esse motivo, a princípio dividirei em mais de um livro, assim como aconteceu com a obra O Jardim da Luz.

Acredito que nas próximas semanas tenhamos a obra liberada para compra no site.

Quanto a segunda parte da história, antes que me perguntem, sim, já tem nome. Mas não vou revelar, pois quero deixar um pouco de mistério e curiosidade!

Para os curiosos e leitores de plantão, segue um trecho da nova obra:



"Já passava das nove horas quando resolvi dar uma volta pelo gramado. A noite estava fresca, céu sem nuvens. Em passos lentos segui até uma edícula localizada nos fundos da casa, admirando a copa das árvores iluminadas pela luz da lua. Dama da Noite exalava seu perfume embevecendo tudo que por ali passava.
Sentei-me à grama apoiando as costas em uma árvore. Silêncio. A noite estava alta, parte da floresta já dormia. Enquanto procurava não pensar em nada, ouvia a natureza conversar entre si. Fechei meus olhos enquanto apreciava a sinfonia das cigarras. Senti meu corpo anestesiado, aliviado de sentimentos ruins acumulados pela vida frenética de cidade grande. Respirava fundo e sentia o ar puro limpar minha alma.
Não vi o tempo passar. A sensação que senti foi de uma paz interior jamais antes sentida, um peso nas costas retirado por completo.
Levantei-me rapidamente quando ouvi um barulho de folhas secas sendo pisadas.
-Que susto! – Exclamei quando vi que era o Rômulo a se aproximar.
-Desculpa, cara! Não quis te assustar...
-Pensei que fosse uma onça!...
-Onça? Aqui não tem onça... Uma jaguatirica até poderia ser. Aceita uma cerveja? – Perguntou entregando-me uma latinha de cerveja.
-Aceito!
-Você se incomoda se eu ficar aqui um pouco te fazendo companhia?- Perguntou ele.
-Por mim tudo bem... Eu estava precisando um pouco desse silêncio do campo...
-É eu sei.
-Como você sabe?
            Sentando-se ao meu lado, ele respondeu:
-Eu sei mais sobre você, do que você pode imaginar, Gael.
            Ficamos nos olhando por um tempo, até que perguntei:
-Você pensa que me conhece depois de ter trocado meia dúzia de palavras... Acha isso tempo suficiente?
            Rindo, ele respondeu:
-E quem disse que eu te conheço desde ontem?
-Não estou entendendo aonde você quer chegar, Rômulo.
            Apoiando sua latinha à grama, ele aproximou-se de mim dizendo:
-Será que você ainda não percebeu que eu tô a fim de você, Gael?
            Fiquei sem saber como reagir. Por mais que eu tivesse uma mente maliciosa, não havia percebido nada que desse a entender um interesse da parte dele por mim.
-E desde quando você é gay? – Perguntei levantando-me.
-Desde que nasci. E você, desde quando você decidiu que ia virar gay?
-Eu nunca disse que era gay... Aliás, ninguém escolhe “ser gay”.
-Então por que você me perguntou “desde quando eu sou gay”?
-Porque não havia percebido em você nenhuma atitude que insinuasse esse seu interesse por mim...
-Eu sei esperar o momento certo.
-E você julga ser esse o momento certo?
            Após olhar para um lado e para o outro, ele respondeu sussurrando:
-Gael... Estamos só nós dois aqui sem ninguém pra testemunhar ou atrapalhar.
            Levantando-se e caminhando em minha direção ele olhou dentro dos meus olhos, puxou meu corpo para junto do seu e com suas costas apoiadas à árvore iniciou um beijo. Que beijo! Fechei meus olhos e me entreguei, deixando que ele fizesse o que quisesse."

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Santa Casa! São Paulo! Santo Brasil!

Já passou a festa, e Viva a Copa! Embora a rotina do brasileiro tenha voltado ao normal, o assunto ainda continua em alta. Muito falou-se sobre os gastos com o evento, os investimentos, mas no final das contas todo mundo assistiu aos jogos e torceu. Perdi a conta de quantas pessoas eu vi postar que era contra o mundial, e nos dias dos jogos postou as fotos com a camisa da seleção, comendo churrasco, quebrando a TV, entre outras situações. Não vi, até hoje, nenhum cidadão contrário ao evento da Copa protagonizar uma ação que falasse por si só. Todos os protestos só trouxeram prejuízos à população, em todos os sentidos, e o evento aconteceu.
Após a divulgação de que a Santa Casa de São Paulo interrompeu o atendimento no pronto atendimento por falta de recursos, novamente a culpa foi de quem? Da Copa. A Copa 2014 tornou-se o bode expiatório dos problemas do nosso país, que não são poucos. Havendo ou não a Copa, os problemas não seriam menores ou maiores, pois eles existem e ponto.
Em 2014 conseguiram reunir mais de 300 pessoas para protestar contra a o mundial. Alguém sabe enumerar a quantia que foi doada por eles para ajudar a Santa Casa? Não teve, porque esse dinheiro que poderia ser revertido para fazer o bem, serviu para comprar armas, bombas, bebidas, sprays, panfletos. O resultado disso foi altos prejuízos para a economia e uma sujeira vergonhosa pelas cidades. Essas pessoas estão tão preocupadas com os investimentos, ou falta dele na saúde, que transformaram a vida das pessoas em um caos. As prefeituras tiveram que gastar milhões, que poderia ser revertido pra a saúde e educação, com limpeza de vias públicas, fachadas, reposição de vidros. Alguém sabe quanto o governo investiu em saúde no ano de 2013? Mais de 90 bilhões. Será que eles sabem disso? Será que eles foram fiscalizar os hospitais e identificar o motivo pelo qual a saúde, segundo elas, é ruim? Claro que não, pois segundo pesquisa realizada pelo governo, mais de 80% das pessoas que falam mal do SUS não são usuárias.
A Santa Casa de São Paulo é filantrópica, ou seja, uma empresa que vive sem fins lucrativos. Isso quer dizer que ela depende de solidariedade, doações. Vamos fazer uma reflexão juntos?
Quantas gases você doou para a Santa Casa durante os últimos 4 anos? E quantas vezes você deixou de comer Mc Donald's e doou o dinheiro que gastaria no lanche para ajudar na compra de remédios? Quantos pacotes de fralda você comprou para ajudar a ala da maternidade? Quantas vezes você deixou de sair pra balada e doou esse dinheiro que gastaria para uma entidade filantrópica?
Colocar a culpa nos outros é fácil, difícil é fazer você mesmo. Os investimentos para a Copa 2014 foram genuínos, afinal, o futebol é Patrimônio Cultural Nacional, ou seja, todo o investimento feito foi em prol da Cultura, uma das grandes deficiências desse país. Conhecimento é uma arma, onde quem os tem, detém o poder. As pessoas falam sem conhecer, porque vivem fechadas no mundo delas. Vá conhecer o mundo, viaje mais pelo Brasil e compare com outros países, NENHUM é igual ao Brasil, embora todos tenham problemas e conflitos, mas é o Brasil o país que eles afirmam ser abençoado.  

Antes de querer mudar o mundo, dê três voltas dentro da sua casa. Os bancos de sangue estão com o estoque baixo, já fez sua parte?


segunda-feira, 19 de maio de 2014

A EVOLUÇÃO DA EDUCAÇÃO

Bom dia!
Recebi esse texto por e-mail, achei excelente e resolvi compartilhar com todos!



A Evolução da Educação:

Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia... 
Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a bandeira Nacional antes de iniciar as aulas... 

Leiam o relato de uma Professora de Matemática: 
Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer. 
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. 
Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. 
Por que estou contando isso? 
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim: 

1. Ensino de matemática em 1950: 
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. 
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. 
Qual é o lucro? 

2. Ensino de matemática em 1970: 
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. 
O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro? 

3. Ensino de matemática em 1980: 
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. 
O custo de produção é R$ 80,00. 
Qual é o lucro? 

4. Ensino de matemática em 1990: 
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. 
O custo de produção é R$ 80,00. 
Escolha a resposta certa, que indica o lucro: 
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00 

5. Ensino de matemática em 2000: 
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. 
O custo de produção é R$ 80,00. 
O lucro é de R$ 20,00. 
Está certo? 
( )SIM ( ) NÃO 

6. Ensino de matemática em 2009: 
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. 
O custo de produção é R$ 80,00. 
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00. 
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00 

7. Em 2010 ...: 
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. 
O custo de produção é R$ 80,00. 
Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00. 
(Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder pois é proibido reprová-los)
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00 


E se um moleque resolver pichar a sala de aula e a professora fizer com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.

Também jamais levante a voz com um aluno, pois isso representa voltar ao passado repressor (Ou pior: O aprendiz de meliante pode estar armado)

- Essa pergunta foi vencedora em um congresso sobre vida sustentável:
Todo mundo está 'pensando' 
em deixar um planeta melhor para nossos filhos... 
Quando é que se 'pensará' 
em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Ídolos X Valores

Às vezes a gente se pergunta: que mundo é esse que estamos vivendo? Basta olhar a foto e você chegará à resposta. Vivemos em uma era moderna, da comunicação instantânea e de curtas distâncias. Vivemos um momento em que o velho pode ter apenas dez anos, e o novo pode ter seus 50 anos. Vivemos uma realidade onde os pais opinam, mas quem realmente manda são os filhos. Os pais possuem poder de compra, mas quem toma a decisão final são os filhos, esses às vezes não possuem discernimento pra escolher a própria roupa que irá vestir, consciência de que existem. Os polos se inverteram, e adolescentes como esse rapaz da foto acham que são os donos do mundo. O fato de ser jovem e desejado (Cá entre nós, achar esse rapaz lindo é ter um gosto duvidoso) faz com que sintam-se os donos do mundo, imortais. O que esses jovens não sabem é que o mundo dá voltas, e depois de uma noite de céu estrelado, o dia amanhece e pode ser nublado. Ainda descobrirá que essas fãs que receberam cusparada hoje, podem não ser mais amanhã. O que a juventude de hoje precisa aprender é que beleza e dinheiro não são eternos, e até os homens mais ricos do mundo podem perder suas fortunas da noite para o dia. Michael Jackson e Eike Batista estão aí para comprovar de que estar vivo, é viver em constante risco. Pais, o que fazem vocês que não percebem o mal que estão fazendo aos seus filhos?

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Perigo a solta!

Virou rotina nos noticiários da TV as mortes em escolas do mundo inteiro, provocadas por supostos loucos, que sem motivo aparente atira nos colegas e professores.
Talvez, essas pessoas que transformam os fatos em números, nunca sofreram Bullying nos tempos de escola;
Provavelmente eles não foram agredidos psicologicamente, dia após dia, mês após mês por anos a fio;
Essas pessoas desconhecem a ausência da paz e da liberdade de expressão no ambiente educacional;
Quem vê de fora, não sabe a dor que é ouvir ofensas sem motivo;
A hora de ir pra escola é uma tortura. A perna treme e a voz não sai. Quem vê aquele cidadão tímido e calado no canto, não sabe quantos chutes ele já levou naquele dia, quantas bolinhas de papel o atiraram ou socos colecionou;
Só quem passou por isso sabe como é difícil erguer a face entre aqueles que, jovens como você, o tratam como a escória da humanidade;
Ninguém conhece o ódio que cresce dentro daquele que ouve, diariamente, deboches, palavrões e xingamentos;
O que todos deveriam saber, é que a única vítima do Bullying é aquele que sofre com a violência de seus colegas.