segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A visitinha!!!

Acompanhando o telejornal, fiquei impressionado com a quantidade de pessoas reunidas e protestando contra a presença dessa autoridade iraniana. Bem, o que me deixa indignado é a mobilização das pessoas para protestar quanto a um problema que não nos afeta diretamente (Com excessão da bomba atômica). Agora, diante de tantos problemas que nosso país enfrenta, raramente eu vejo tal mobilização.
-Não vejo mobilização da população para plantar árvores e diminuir o impacto da poluição;
-Não vejo mobilização da população para recolher o lixo das ruas;
-Não vejo mobilização da população para limpar os rios;
-Não vejo mobilização da população para reformar escolas;
-Não vejo mobilização da população para construir escolas;
-Não vejo mobilização da população para ajudar dependentes químicos;
-Não vejo mobilização da população para fiscalizar os políticos em quem votou;
-Não vejo mobilização da população para ajudar aqueles que habitam as ruas;
-Não vejo mobilização da população para construir casas populares;
-Não vejo mobilização da população para eliminar focos de dengue;
-Não vejo mobilização da população para doar sangue aos que precisam;
Mas vejo uma enorme concentração de pessoas colocando a culpa no governo de tudo. Também vejo faixas, cartazes e outros métodos de expor seu ódio por autoridades internacionais como Bush, enquanto aqui, pessoas dormem sobre as calçadas frias de grandes cidades, comem mato, bebem água imprópria para consumo. O que ouço dizer é: "Queremos direitos humanos". Mas afinal, o que é ser humano? Seria o mesmo que se sentir humano? O que é direito humano? Existem tantas coisas que eu gostaria de entender, e depois de pensar e repensar, chego a conclusão de que mudar o mundo depende das atitudes de cada um.

Quer saber um dos motivos pelo qual o Brasil ainda não se tornou um país de primeiro mundo?

Encontre você mesmo a resposta.

Lu Mounier

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O ENADE



Domingo (08/11) foi dia do ENADE (E do meu aniversário também). Uma semana antes recebi uma carta com um questionário socieoeconômico e o local, hora e sala onde eu faria a prova. No mesmo dia respondi ao questionário e já pesquisei onde eu faria a prova. No dia da prova sai de casa 2 horas antes, porque mesmo já sabendo o local onde faria a prova, não sabia quanto tempo levaria e chegar atrasado nem pensar. No metrô eu reparava um monte de gente respondendo o questionário socieconômico naquele momento, e muitos nem sabiam onde ficava a escola onde fariam a prova (Em um mundo como o de hoje que a internet está em todo lugar, por incrível que pareça, isso ainda acontece). Desci na estação próxima a escola onde faria a prova e segui pelo caminho que eu previamente havia consultado através do mata feito pela internet uma semana antes. Assim que encontrei a escola tive que passar por uma multidão que se aglomerou na porta, mas ninguém entrava. Entrei na sala 15 onde eu faria a prova e recebi as orientações. Fui o terceiro a chegar. Meia hora depois começou a entrega dos cadernos. Menos de duas horas depois do início da prova os fiscais alertaram para que todos prestassem atenção para não responderem questões referentes a outros cursos, conforme estava escrito na primeira página do caderno. Revoltada, uma moça (Vou usar essa palavra, porque a que ela merece não cabe aqui) questionou bem alto: -"Nossa! Mas por que vocês não avisam antes? Que saco!". Irritado, respondi bem alto: -"Está escrito na primeira página do caderno. Você não lê antes de responder?" Com vergonha do seu comentário infeliz ela permaneceu calada, enquanto todos riam sem acreditar que uma pergunta daquela foi cogitada. Como se não bastasse, algumas garotas que chegaram atrasadas começaram a gritar no portão querendo entrar, achando um absurdo não poder entrar por conta de um atraso que as mesmas não assumiram a culpa. Dentro da sala era possível ouvir tudo, atrapalhando aqueles que estavam fazendo prova. Em situações como essa é possível entender porque a qualidade de vida no país é ruim, a violência desacerbada a todo mundo, um exemplo claro da falta de respeito. Todas estavam preocupadas com seus problemas, e os outros que chegaram no horário, acordaram mais cedo e precisavam de silêncio para pensar, que se danem. Da mesma forma acontece no trânsito, onde todo mundo quer chegar primeiro em casa, fechando o outro no cruzamento, parando sobre a faixa, atropelando o outro que atravessa correndo, enfim. Conforme as pessoas foram terminando as provas, aglomeraram-se na rua e começaram a gritar pelos amigos que ainda estavam em sala, ou seja, a mesma situação. Se os jovens de hoje se comportam dessa maneira, imagine daqui alguns anos como o país não estará? Ou você acha que em Brasília permanecerão eternamente aqueles que lá estão? Pois é... O respeito pelo outro está se perdendo cada vez mais, onde as famílias ensinam seus filhos a serem egoístas e levarem vantagem em tudo.


Quer saber por que o Brasil ainda não é um país considerado de primeiro mundo? Reflita um pouco e logo encontrará um dos motivos.


Lu Mounier

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Ensino "Superior"

Em todos os noticiários comenta-se sobre o caso da Uniban e o "vestido curto". Mas o que dizer de toda essa situação? Afinal, de quem é a culpa? Sempre do outro, não é verdade? Quando eu digo a vocês que esse é o principal problema desse país, eis que aparecem exemplos claros disso.
A garota entrou na faculdade com um vestido curto, os alunos começaram agredi-la verbalmente e quase fisicamente, a faculdade a expulsa e suspende 10 pessoas que a agrediram. Parece brincadeira, não é? Começando pela postura dos alunos, que pelo nosso entendimento deveriam ser pessoas mais esclarecidas por cursarem ensino superior, pois é, deveriam, mas os exemplos mostram que não foram. Minha vida acadêmica me fez crecer muito, ensinou-me muita coisa, inclusive a respeitar o espaço do outro e entender que ninguém é pobre, viado, puta, preto, por que quer. A atitude desses alunos retrata claramente a sociedade brasileira atual, que não aceita a diferença do outro, não respeita seu espaço e muito menos assume sua hipocresia (Obvio que não são todos, não vamos generalizar, mas existe uma grande parcela da população assim). A postura da Uniban surpreendeu a todos, primeiro porque divulgou uma nota explicando sua política de moralidade, e depois expulsou a garota que foi a vítima da história. Agora fiquei na dúvida, porque se ela alega que a aluna tinha um comportamento fora dos padrões da instituição, por que não tomou providencias antes? E os seguranças não barraram sua entrada por quê? Para completar, a faculdade voltou atrás na decisão de expulsar a garota, assumindo mais uma vez sua culpa (E cá entre nós, eu vi cada uma entrando na faculdade com roupas muito piores). Engraçado... Uma instituição que divulga na tv sua conduta ética e moral, expulsa da faculdade a vítima e suspende os agressores. Até agora estou tentando encontrar a ética e a moral em toda essa confusão. Ficou claro a inversão dos valores da nossa sociedade? Entende o porque da desigualdade social, impunidade, corrupção, violência? Mudar o mundo depende de você. Repense suas atitudes, reveja o ser humano que você realmente é, respeite a individualidade do outro.

"Aquele que nunca cometeu um pecado, que atire a primeira pedra." - Jesus Cristo

sábado, 31 de outubro de 2009

Na Oi eu NÃO posso



Meu histórico familiar (para não dizer "campo de guerra") é algo que não desejo a ninguém, e afirmo que aqueles que não possuem família deveriam encarar como um presente da vida, pois ter uma como a minha é melhor não ter. Mas vamos aos fatos. Precisando de uma nova conexão de internet devido a desavenças e incompreensões de um irmão alienado e egoísta que possuo, minha mãe ficou insistindo para que eu procurasse outra operadora de internet que ela queria me dar de presente, assim não haveria mais motivos para brigas para ver quem farias os trabalhos da faculdade ou acessava o Orkut. Diante de todas as promessas de facilidades da OI fui até uma loja deles no shopping. Depois de apresentar as documentações que eles pediam, faltou o comprovante de residência válido. Apresentei meu boleto da faculdade onde havia meu endereço, mas eles exigiram um que viesse pelo correio. Pois bem, tive que voltar pra casa e pegar uma outra correspondência. Peguei minha fatura do cartão de crédito e voltei a loja. Apresentei novamente a documentação e para minha surpresa também não era válido, porque só haviam meus dois primeiros nomes. Mostrei para a garota que era um processo do banco, mostrei o cartão de crédito que estava igual, os endereços nos documentos comprovando, e ainda assim não aceitaram. Onde está a FACILIDADE prometida nisso? O processo é tão burocrático que só funciona na teoria. Como publicitário, me sinto envergonhado por haver uma propaganda mentirosa como a que a empresa veicula, mesmo eu comprovando que eu era eu, não pude adquirir o serviço que pagaria a vista. Estou pensando se farei uma reclamação judicial contra a empresa, mas as chances são de 99% pra SIM. Quer saber por que o Brasil continua classificado como terceiro mundo? Reflita você mesmo...

domingo, 25 de outubro de 2009

O sequestro de Lu Mounier



Há algumas semanas, em um final de tarde de sábado, fui comer pastel com uma colega de faculdade. A distância não era muita, pois a pastelaria ficava apenas duas quadras de casa. Algum tempo depois, meu celular começa a tocar. Atendi. Perguntavam-me o que havia acontecido, e eu sem entender nada. Ouvia minha mãe de fundo fazendo o maior escândalo. Cheguei em casa e recebi a notícia de que haviam ligado em casa dizendo que eu fui sequestrado e queriam de resgate "trinta mil dólar". Fiquei surpreso com minhamãe, porque a própria assiste sempre a esses programas de tv que falam o tempo inteiro dos truques e violência no país, e ainda assim caiu no golpe, quase dizendo onde morávamos, enfim. Isso me fez para pra pensar. Afinal, até que ponto as pessoas estão absorvendo informação? A alienação é muito maior do que pensamos. As pessoas assistem tv sem assimilar aquilo que está sendo dito, sem compreender, refletir. É algo grave, porque demonstra a vulnerabilidade de um povo.




quinta-feira, 15 de outubro de 2009

E lá vamos nós!!!!



Embora eu não concorde que o Brasil seja um país de tolos, resolvi colocar a imagem para ilustrar de forma cômica um problema que é preocupante: Educação. Essa semana avistei uma frase de um conhecido que dizia: "Quando naci Deus disse desse e arrasa." Obvio que errar é humano, porém, a tolerância de erros ultrapassam os limites das fronteiras do saber. Para uma pessoa que chegou ao nível universitário como esse rapaz que escreveu a frase, é "inadimicível" que se escreva "desse" do verbo descer e "naci" do verbo nascer. Que academia aprova um canditado em uma redação que mal sabe escrever? Se fossem palavras distantes do nosso cotidiano, seria perdoável, porém, não aceitável. Mas trata-se do básico, utilizamos em nossa rotina, um erro grave e preocupante. Essa pessoa não mora em uma pequena cidade, muito menos está às margens da sociedade, e isso é uma realidade triste e crescente no país.
Quando trabalhei no Atendimento Online de uma empresa de banda larga em São Paulo, ficava pasmo com os erros de português, a falta de atenção e a incompreensão do texto das pessoas. Elas não conseguiam entender aquilo que eu escrevia. Isso era um problema meu? Não, e sim de quem acompanhou seu processo de educação. Mas cada um tem a opção de mudar isso correndo atrás e tentando reparar essa deficiência. E quem gosta de ler nesse país? Por incrível que pareça, o percentual de pessoas que gostam de ler no Brasil é o mesmo que a quantidade de ricos. Coincidência?
O que vocês verão agora é real, acompanhe os problemas gritantes que ameaçam o país:


jonathan : eu falei com a sentral domingo e eles falara, q ia nomaliza isso e até agora nada

michael : ola ... estou sem conecao no internet deste de manha ...

marcio: municipio de bauru eu axo
marcio: a cidade é avaré

ulisses: obrigada

Neves: oi...gostaria de saber a velocidade da minha coneção

JOEL: DESEJO ENVIAR FAXES USANDO A BANDA LARGA,COMO FAZER?

celso: boa tarde gostaria de saber quanto ja pasou o ecedente

ivele: oi quero saber qual o valor da tarifa mais inconta

naira : mas como é combrado isso?

Adriana : no depito ao tomatico

Francisco: então´ligo por telefone?

diego: okay muito obrigado mesmo assim.... mas pelo geito vou ter de cancelar mesmo

thiago: entao vou estar vendo uma otra operadora de serviso e estar canselando este serviso pois nao tenho nem um beneficio

diana : não tem nada a ver com minha conecção..

Fernando: estou em Espinosa norte de Minas,gostaria de saber sobre internet rural

sergio : quais são os prossimos passos?
sergio : e demora muito esse prosseço ?
sergio : o que mais pressiso fazer?

Silvia: estao me lendo??

José Francisco: obrigada

mayra: qual e o valor da internet discada, qto é o minuto? tem alguma promossao aos finais de semana?

Patricia: onde compro e qto custa o modem para estalação

Antonio: ta ok obrigada pela atenção e tenha uma boa tarde

Marco: AGRADESÇO PELA SUA IGUINORANÇIA E TENHA UMA BO ATRDE

mauro: olha estou farta disso tudo.

filippo: o negocio e o seguinte....a minha mae tinha um modem alugadu e ai ela decidio comprar um e eu naum estou conseguindu estala

Adriano: Olá eu estou com uma senha provisoria, como fasso para obter uma definitiva?













Imagem extraída do link: http://viagemaleatoria.files.wordpress.com/2009/05/brasil20pais20de20tolos.jpg

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

ENEM 2009




Nesses últimos dias a notícia sobre o cancelamento do ENEM abalou o país, principalmente aqueles que fariam a prova. Claro que qualquer mudança inesperada e de última hora acaba trazendo transtornos, porém, depois de ver alguns comentários pela TV resolvi comentar também. Enquanto jantava, assistia ao telejornal onde uma candidata ao exame reclama o seguinte: "É um absurdo esse tipo de coisa acontecer, porque nós, estudantes, seremos prejudicados por causa desse cancelamento de última hora."
Percebi que sua preocupação em sí era por conta do cancelamento do exame, e irrelevante os motivos pelo qual o mesmo foi cancelado. O problema nesse país é que possuímos o hábito de ver tudo pelo lado negativo. A prova foi cancelada porque roubaram a prova, óbviamente o mais correto é interromper. Ainda bem que foi cancelado antes da realização da prova, pois se tivesse feito depois, certamente causaria um transtorno muito maior. O que vejo é que todo mundo só reclama e coloca a culpa no governo, porém, não foi o governo quem roubou a prova, tentou vende-la e divulgou. Não estou aqui para defender ninguém, apenas elencar os fatos, mas convenhamos que o regime de segurança era forte, e quem roubou a prova era um dos responsáveis por fazê-lo, e não alguém de fora. Esses "aborrescentes" que estão reclamando e se descabelando deveriam agradecer por ter a possibilidade de consultar a verdadeira prova, do primeiro ano de mudança, para poder estudar. Mas como nesse país os valores são distorcidos, juntam-se todos os candidatos para reclamar.
Lu Mounier

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

De quem é o "poblema"?


Guerra de tomate - Espanha (Aproximadamente 43 mil participantes)



Guerra de tortas - New York (Aproximadamente 250 participantes)

Atualmente, mais de 800 milhões de pessoas passam fome no mundo, enquanto em alguns países a diversão é jogar comida no outro. "Eu não tenho culpa da pobreza no mundo". De fato, a CULPA pode não ser sua, mas a REPONSABILIDADE de mudar isso também é sua. Os produtos que você consome, as escolhas que você faz ao dar seu voto, tudo tem uma origem e um destino. Você sabia que aquela marca de tênis super famosa utiliza a mão de obra escrava chinesa para que você desfile pela rua achando que está abalando?
Provavelmente você não sabe nem de onde vem a carne do Hamburguer daquela lanchonete horrorosa, que diz ser bovina mas na verdade não é. Grande parte dos problemas sociais poderiam ser resolvidos se não fosse pelo egoísmo das pessoas em pensarem somente nelas. Contudo, a questão é um ciclo vicioso, da qual acaba atingindo direta ou indiretamente. Agora, antes de você criticar o governo pelo desemprego no país, tente imaginar de onde e como foram feitos seus tênis "genéricos", sua coleção de DVDs piratas, e todas aquelas mercadorias que você compra achando que está no lucro.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

"As noites ficam claras no raiar do dia"





Já apanhei pela inocência aos 3 anos de idade, quando deveria ter sido orientado ao invés de espancado. Pode não ser nada, mas é muito para uma criança levar um tapa e ser chingada em público por não conseguir carregar 2 garrafas de 2 litros de refrigerante aos 5 anos de idade. Parece exagero morar em uma família que não faz suas refeições juntos, não se dialogam e muito menos celebram Natal. Você já ficou na fila do caixa de um supermercado com um carrinho de compras sozinho aos 6 anos de idade enquanto seu pai foi tomar um longo café? Se você não passou por isso, não sabe o que estou sentindo. O desespero por não saber o que fazer, enquanto todos te olham demonstrando pena de ti.

A escola são outros quinhentos. Ter um filho como um dos melhores da sala às vezes não é suficiente para alguns pais, porque eles acham que é sua obrigação estudar sem seu apoio, ter que respirar seu cigarro sem reclamar, mesmo levando consigo problemas respiratórios desde o nascimento.

Para alguns pais filho bom é o filho do vizinho, o sobrinho, mesmo eles sendo a vergonha da família, consumidores assumidos de intorpecentes e autores de furtos. Que justo seria o mundo se cada pai e mãe tivesse um filho a sua altura.

Levar o nome de vagabundo quando apenas se estuda é menos dolorido do que quando te chamam de ladrão sem você merecer, vindo de um pai então, ai que o coração não aguenta. Mas para toda boa família não pode faltar a política do justo para todos. Então tira-se da internet um dos filhos que está fazendo trabalhos para levar na faculdade no dia seguinte, para o outro vasculhar a vida dos amigos e jogar conversa fora no Orkut. Dos males o menor, porque houve vezes que ao faltar dinheiro para interar a mensalidade da faculdade foi-se negado ajuda, mas foi no mesmo dia que aquele mesmo pai destruidor do sonho de um filho deu ao outro um tênis no valor duas vezes maior que a necessidade do outro.

Confesso que se em alguma vitrine houvesse uma plaquinha escrito: "Vende-se um pai" eu compraria. É triste acordar todos os dias desejando que te digam que você é adotado, e poder sair pulando aliviado por não ter vindo de alguém que não sabe diferenciar amor e ódio, mas a notícia não é a esperada: "Você vem dessa família". Você chora, tenta, mas não entende. Por que me tira quando deveria me dar? Por que me humilha quando deveria me apoiar? Por que me mata quando deveria me salvar? Até hoje prefiro pensar que viemos da Cegonha, e que por um descuido ela deixou-me na casa errada.

Prefiro pensar que isso é necessário para me fazer crescer, mostrando que posso fazer diferente, que pessoas especiais existem, e nem todo mundo vive contente e necessitado da desgraça do outro.

Quando me perguntam meu maior sonho, fico imaginando minha família unida, reunida a mesa, assim como acontece na casa dos amigos, e quando abro os olhos a vejo jogada no sofá. Já sonhei andando lado a lado com meu pai, jogando video game, pegando um cinema. Já quis perguntar o que estava acontecendo com meu corpo aos 12 anos de idade, desejei ouvir um elogio. Silêncio, o verdadeiro significado do que é "morrer".

Tenho a certeza de que nada na vida acontece por acaso, e um dia esse jogo vai mudar, e quando eu estiver no comando, não haverá derrotados, mas sim vencedores daquilo que cultivou.



Lu Mounier


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Brasileiros unidos?... Onde?







Engraçado como são as coisas nesse país. Até agora eu havia me decidido manter silêncio sobre o acontecido, mas depois da proposta "pornográfica" que recebi hoje, resolvi desabafar. Devido aos pedidos dos leitores, resolvi publicar a obra UM ESTRANHO DENTRO DE MIM independente. Solicitei os serviços de uma grande prestadora de serviço impresso em São Paulo, e comprei uma pequena tiragem de 20 livros para dar alguns aos amigos e comercializar outros para aqueles que queriam.

Fiz o depósito de 50% do absurdo valor imediatamente, e 3 dias depois foi até a empresa ver um exemplar modelo de como ficaria em série. Pedi alguns ajustes de páginas, capa, e corte. Dois dias depois um segundo exemplar já estava pronto, então voltei lá e refiz a revisão. Para não voltar uma terceira vez, resolvi aprovar a impressão em série mediante a alteração que eu havia solicitado nos 2 relatórios. Pois bem, o prazo de 2 dias úteis para entrega se estendeu a 5, nunca ficava pronto.

Recebi os 20 exemplares em casa, e ao abrir um para sentir a sensação de ter sua primeira edição impressa fiquei surpreso, pois minhas solicitações não haviam sido seguidas. Liguei para a vendedora e reclamei. Vieram buscar. Cinco dias úteis depois me trouxeram outra série, refeito sem os erros anteriores. Quando observei os livros estavam todos tortos, menor que a medida solicitada, sobrando capa de um lado e faltando no outro. Fiquei muito chateado. Falei com eles novamente e levei os livros, que de 20 apenas 6 haviam ficado perfeitos como eu pedi. Em reunião com a gerência, expliquei como eu os queria, e mostrei os problemas e defeitos nas obras que haviam me entregue. Pediram-me inúmeras desculpas e sai de lá satisfeito, na certeza de que o problema certamente se resolveria. Sete dias depois recebi os livros em casa. Comecei a revisar um por um, e como já era de se esperar, problemas na confecção do hotmelt, além de 0,5 cm a menos.

Reclamei novamente e pedi para que o material fosse retirado, pois me senti passado para trás. Para minha surpresa, recebi o comunicado de que os trabalhos são feitos quase que de forma artesanal, e sendo assim não tinham como ficar perfeitos como eu queria, não estavam a minha altura e por isso eu deveria passar os dados da minha conta para que parte do dinheiro fosse devoldido. Ótimo!

Hoje, recebi uma proposta estúpida, de que se eu quisesse eles venderiam pra mim os livros a preço de custo, e caso eu nao quisesse eles seriam destruídos. Defeituosos, não tenho o que fazer com eles, e sugeri que doassem a bibliotecas, escolas e instituições que os reaproveitassem. A resposta que recebi foi que por haver custos, os livros iriam para o lixo se eu não quisesse.

Esse acontecimento me fez refletir sobre a situação em que vivemos nesse país. Essa desigualdade social, pessoas passando fome, desemprego, tudo por causa da ganância e egoísmo das pessoas. Escolas públicas sem carteiras para as crianças estudarem e ninguém se move para trabalhar em prol disso, mas fazem multirão para fazer cadeiras ao Papa e seus seguidos em visita ao Brasil. Qual a finalidade de ajuda? Com o que "Deus" ficaria mais feliz em ser ajudado?

Olha como as coisas são, você não doa porque lhe teve um custo, mas se jogar no lixo esse custo lhe será ressarcido? E as árvores que foram sacrificadas para se fazer o papel utilizado, o tempo gasto, a energia elétrica... E por incrível que pareça, ainda assim querem construir um mundo melhor. Dessa forma?
Lu Mounier

domingo, 16 de agosto de 2009

Crítica e Criticar


Outro dia recebi uma mensagem de uma pessoa que diz ter lido um de meus livros e ter odiado. Essa pessoa solicitou uma resposta por e-mail, e eu respondi. Como já era de se esperar o garoto não gostou e disse aquilo que ele sabe que é, mas prefere projetar seus defeitos em mim.
O engraçado é que algumas pessoas chegam até você falando mal do seu trabalho e acham que você é obrigado a aceitar com um sorriso nos lábios os desaforos que elas confundem com CRÍTICA. Fazer uma Crítica é elencar pontos daquile assunto que você trata, que servem pra você em algum momento de sua vida, ou seja, não é colocar uma opinião se é bom ou ruim, porque isso se chama CRITICAR. Criticar é falar mal, observações sem fundamento. A gente nao deve ler uma obra e depois refletir sobre o que achamos que o personagem deveria ser, o final que deveria ter etc. Uma obra tem seu começo, meio e fim, e quando apreciamos a literatura não se pode querer mudar aquilo que foi escrito por um autor porque a proposta da história é aquela. Cabe a quem leu entender o desfecho, refletir sobre as atitudes do personagem, as consequencias, quais os benefícios que o exemplo da história pode trazer a quem lê, isso é fazer uma CRÍTICA.
Esclarecendo a imagem, é apenas uma brincadeira, ok? Bom domingo pra vocês!
Lu Mounier

sábado, 15 de agosto de 2009

Doe sangue!




Hoje na tv assisti a uma reportagem falando sobre a escassez nos bancos de sangue de São Paulo. Segundo uma das responsáveis pelo hemocentro, havendo 100 doações diárias o problema de falta de sangue estaria resolvido. Se levarmos em consideração que São Paulo possui mais de 11 milhões de habitantes, 100 pessoas por dia é praticamente nada se comparado. Ligando o assunto, até pensei em planejar uma campanha para o público que lê meus livros, porém, infelizmente ainda existe o preconceito. Atualmente, homossexuais não podem ser doadores, mesmo não sendo mais considerado um grupo de risco devido ao HIV. Consideramos então a hipocresia de alguns brasileiros. Enquanto pessoas morrem por falta de sangue, outros são impedidos de doar.


Lu Mounier

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Novo livro a caminho...

Homens virando gays...

As mulheres estão reclamando que está difícil de encontrar homens heterossexuais no mercado. Convenhamos, essas botas que estão usando ultimamente são um horror, brega, cafona. Nós estamos no Brasil, não tem clima tão frio ao ponto de se usar uma bota parecida com as que se usa no Alasca, Europa, ainda mais por dentro da calça jeans (Misericórdia). Socorroooooooooooooo... Essa nova moda é brochante, homens reclamam, mulheres fiquem alerta, porque é pra eles que vocês deveriam se vestir.



Foto extraída do link: http://sobresaltos.files.wordpress.com/2008/04/bota-errada.jpg