domingo, 24 de janeiro de 2010

A Educação indo a falência !?

Há algumas semanas assisti uma reportagem com uma notícia que estou tentando entender até agora. O CEU (Centro Educacional Unificado) do bairro Jardim Romano foi invadido por vândalos no meio da madrugada e foi depredado. Não estamos falando de qualquer escola, mas sim de uma unidade com instalações de primeiro mundo, com capacidade para mais de mil vagas entre crianças e jovens, além de espaços como teatro, piscina, quadras e bibliotecas que podem ser utilizadas por toda a comunidade. As imagens eram terríveis. Colchões utilizados em aulas de educação física jogados na piscina e rasgados, o teto e paredes pintados com tintas utilizadas em aulas de arte, poltronas do teatro queimadas, armários arrebentados e materiais destruidos, livros, diários de classe, cozinha com comida espalhada por todo lado, computadores quebrados. Agora, fico me perguntando o que levou alguém a cometer tal "assassinato" com a Educação, a falta de consciência da importância de uma instituição de tal porte como esse. Em São Paulo existem mais de 40 estruturas como essa, sendo escolas de primeiro mundo para crianças que vivem em situação de terceiro mundo. Até agora ninguém foi pego nem denunciado pelo que fez, enquanto isso, nosso dinheiro será gasto para repor tudo aquilo que foi destruido simplesmente pela maldade.
Não sei o que acontece com esse país, onde as pessoas tratam o que é público como se não fosse de ninguém, quando não é verdade. Para construir uma estrutura como essa são gastos milhões de reais, que saem do bolso de todos nós. -"Ah... mas eu não pago imposto"! Não seja imbecil ao ponto de achar que os outros pagam por você. Qualquer coisa que você compre está incluido carga tributária, e ainda reclama depois: -"Nossa... Como o feijão ta caro!" Pois é, e você nem sabe quanto está pagando de imposto por ele, sabe por quê? Porque sua educação não permite, seu conhecimento é deficiente. Sabe como isso vai mudar? Com o aprendizado na escola, que por sinal é depredada. -"Em escola de rico isso não acontece..." Por que será?
O mês que vem as aulas recomeçam. Os filhos dos ricos irão para suas escolas tão bem equipadas quanto essa, porém, já os filhos dessas pessoas que moram na região da escola destruida...

Lu Mounier

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Os maracujas

Há algumas semanas vivi um inferno. Abandonados, percebi alguns maracujas e resolvi fazer um suco antes que estragassem. Nem todos estavam bons, pois um ou outro estava seco, sendo assim joguei os imprestáveis fora. Algum tempo depois ouvi uma discussão entre meu pai e mãe, tudo porque ele foi REVIRAR O LIXO assim que eu fiz o suco e criou um inferno porque eu "desperdicei" os maracujas DELE.
Agora, semanas depois, a situação dos maracujas são essas como a imagem mostra, onde foram todos para o lixo por apodrecerem aguardando que alguém os aproveitassem, e ninguém o fez. A hipocresia das pessoas é tanta que o tempo se encarrega de revelar. Se a desculpa pela confusão foi o "desperdício", onde está a coerência? Deixar as frutas apodrecerem enquanto pessoas passam fome?
Por esses e outros motivos que esse país ainda está onde está, porque as pessoas só pensam nelas mesmas.
Viva o "desperdício"!









quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Olha a chuva... Já passou!

Fazendo um comentário rápido, acabei de ver na TV o depoimento revoltado de uma moradora de um bairro próximo a um córrego que teve sua residência alagada. A mesma dizia que em bairro que mora rico não alaga. Por que será?
Talvez porque se você caminhas pelas calçadas dos bairros ricos você repara que eles não as cobrem de cimento, mas sim de grama e árvores; ou então porque nas ruas não se encontra nenhum resíduo de lixo nas ruas, muito menos nos bueiros; ainda tem o agravante dos caríssimos impostos que os ricos pagam, mas isso é o de menos. Basta irmos a escola para saber como acontece o processo da chuva, e que não chove menos ou mais em bairro rico. O que reflete em nossa rotina são resultados da educação das pessoas. Bairros imundos, cheios de lixos, mal cheirosos. O dinheiro não compra educação, pois tem muito rico malcriado por ai. Ao invés de ficar procurando um culpado, é bom que revejam seus conceitos, atitudes e hábitos em sua rotina. Ninguém está sozinho, e tudo que você faz vai refletir na vida do outro. O planeta é nosso, e não apenas seu.
De reclamações eu já estou cheio, quero ver atitude.

É possível confiar em alguém?

Essa nova experiência de trabalho vem me ensinando muita coisa. Conheci muitas pessoas, fiz bastante colegas, até comprei uma câmera semi-profissional com um vendedor camarada. Mas pensando num contexto geral, até que ponto as pessoas merecem tamanho evento do tamanho da Super Casas Bahia? Durante o tempo em que trabalhei no evento fiquei observando o comportamento das pessoas, e em certos momentos você passa a sentir vergonha de compactuar o mesmo espaço com pessoas tão sem educação quanto as que presenciei.
Certa vez uma família andava pelo Stand de ferramentas, a criança carregava um pacote de pipoca na mão, e como toda criança sem os princípios básicos da educação, acabou derrubando metade da pipoca sobre o carpete do Stand. A mãe, aos invés de recolher e dar o exemplo para a filha porque sujou onde estava limpo (atitude que se espera de qualquer pessoa digna), simplesmente exclamou: -Ai filha!... Pegando em sua mão e saindo rapidamente.
Como se não fosse o suficiente, enquanto a responsável pela faxinha não chegava, amontuei aquela sujeira no canto para que ninguém pisasse, pois é, mesmo vendo a sujeira espalhada ao chão as pessoas pisavam como se não houvesse nada. Depois de reunida em um canto, permaneci próximo para orientar a faxineira quando viesse limpar. Inacreditavelmente, um rapaz chega com seu filho de mãos dadas (o garoto deveria ter aproximadamente 9 anos de idade) e ao ver a pipoca no canto ele vai com os dois pés direto sobre elas. O que esperamos de um pai numa horas dessas? Nada... Porque tive eu que ir até o garoto e pedir para que não pisasse no LIXO como um selvagem. O pai saiu de cabeça baixa sem dizer NADA ao filho.
Essas foram algumas das situações que observei e presenciei. O que me deixa mais chateado é que esse tipo de coisa são protagonizadas por BRASILEIROS, os mesmos que reclamam que o país não vai pra frente, que falam mal do governo, que se corrempem por qualquer trocado, que jogam lixo nas ruas.
Furtaram 3 canetas minhas que estavam sobre a bancada, e detalhe, as canetas eram das mais ordinárias e comuns do mercado. No Stand de batedeiras, a promotora comentou que roubaram a espátula da batedeira e um botão da centrífuga. Também já levaram 2 garrafar de água minha, que estavam pela metade.
Fora essas situações "mínimas", a falta de educação das pessoas vai além de qualquer limite. Você diz "Boa tarde!" e as pessoas não respondem, olham de cara feia. Mexem em tudo, pedem para os vendedores tirarem tudo do lugar, e no final não compram nada. Tratam os funcionários como se fossem empregados, disponíveis para servi-los a todo momento. Sem falar no ônibus que leva do metrô ao evento, pessoas nojentas gritam com a cabeça pra fora, tiram da bolsa enormes pacotes de sagadinho de cebola com refrigerante de 5ª categoria e armam seu pic-nic (isso porque é proibido consumir alimentos e bebidas no interior dos ônibus).
Seriam detalhes isolados? Seriam, claro, mas quando paramos para observar mais de perto, enxergamos que essas pequenas atitudes refletem na situação do país em que estamos vivendo. Essa violência crescente, acidentes, mortes, tudo está relacionado quando desdobramos a ótica simples dos fatos. Essa sociedade egoísta que vem se tornando cada vez mais fechada, levará o país a uma guerra do "quem pode mais".
Faço minha parte, porque educação e respeito é o mínimo que uma pessoa digna tem que ter, isso é o que define o caráter, independente da classe social.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Agenda




Essa música é linda. A letra dela traz uma reflexão que se desdobra em várias consequências e opiniões.

Colocar-se na situação dos dois, a lutar por um amor que envolve uma terceira pessoa, até que ponto você se prenderia? Como seria beijar alguém pensando em outro?

Vamos refletir sobre ela? Comece ouvindo com os olhos fechados.

Ornela de Santis e Belo

[Ornela]Sei que pra você eu sou apenas mais um número De uma agenda qualquer Com o nome trocado para ninguém saber quem é E quando me atende falando de um assunto Que não tem nada a ver Já sei que está dizendo que sua namorada Tá perto de você

Ninguém vai entender porque te aceito assim Mas ficar sem você é bem pior pra mim Conselhos de amor Cansei de escutar Quem não se apaixonou Não pode me julgar Dizer que eu estou errada

Deixa eu errar Para esse amor quero me entregar Quem sabe o meu dia vai chegar Porque a vida sem você não faz sentido Deixa eu tentar É perigoso mas vou arriscar Com toda a minha força vou lutar Pra você ficar só comigo

[Belo]Sei que você pensa que é apenas mais um número Numa agenda qualquer Com o nome trocado para ninguém saber quem é E quando eu te atendo falando de um assunto Que não tem nada a ver É que minha namorada está sempre do meu lado Mas eu quero você

Ninguém vai entender porque te aceito assim Mas ficar sem você é bem pior para mim Conselhos de amor Cansei de escutar Quem não se apaixonou Não pode me julgar Dizer que estou errado

Deixa eu errar Para este amor quero me entregar Quem sabe o meu dia vai chegar Porque a vida sem você não faz sentido Deixa eu tentar É perigoso mas vou arriscar Com toda a minha força vou lutar Para poder ficar só contigo

[Ornela]Deixa eu errar Para este amor quero me entregar Quem sabe o meu dia vai chegar Porque a vida sem você não faz sentido

[Belo]Deixa eu tentar É perigoso mas vou arriscar Com toda a minha força vou lutar Olha, eu vou ficar só contigo

Contigo...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Vogue


Essa imagem trata-se de uma pequena brincadeira! Será que me daria bem na carreira como modelo?

O deboche da Arte

Há algumas semanas, caminhando pela Avenida Paulista esse artista de rua chamou-me atenção. A forma com que ele apresentava sua arte, a preocupação com o cenário, lembrou-me os artistas de rua da Europa. Mas enquanto eu o assistia, observava o comportamento das pessoas que por ali passavam. Infelizmente, por não entenderem seu trabalho, as pessoas debochavam do rídículo do ator, porque não possuem repertório cultural para saber identificar a arte e diferencia-la.

Casais passavam e riam. Duas crianças também passam no vídeo e param para olhar, e ao invés do pai explicar as duas sobre a arte, apressa as meninas que curiosas caminham rápido. Enfim, são em momentos como esses que vemos o quanto nossa sociedade é deficiente culturalmente, onde as pessoas não são habituadas a apreciar a arte. O engraçado é que são essas mesmas pessoas que reclamam do Brasil, indignadas com um "país" que não oferece tantas oportunidades e espaços culturais.

Pensando pelo lado mercadológico, alguém em sã consciência abriria um espaço pouco procurado pelo público? Pois é, para que mais teatros se as pessoas não vão? Para que museus se as pessoas acham chato? E é pensando assim que continuamos na mesma. Essas pessoas que reclamam de tudo e da falta de... são pessoas que nunca reservaram um final de semana para rodar o Centro de São Paulo e prestar atenção nas construções que existem lá, nos espaços históricos, nos centros de cultura.

A arte tem um papel muito importante em uma sociedade, porque te faz refletir, expor sentimentos. Através da arte as pessoas desenvolvem também senso crítico, tornam-se mais felizes, mais livres.

Não adianta vir com desculpa de que um passeio cultural é caro porque não é verdade. Um cinema custa em média R$ 20,00, o mesmo preço de uma peça de teatro com grandes nomes no elenco. Além disso, existem muitos espaços (Em São Paulo) que podem ser visitados de graça, como os centros de cultura dos bancos, parques, museus.

Ditado árabe: "Quem quer fazer algo encontra um meio, quem não quer, encontra uma desculpa."

Dica de site: www.catracalivre.com.br

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A visitinha!!!

Acompanhando o telejornal, fiquei impressionado com a quantidade de pessoas reunidas e protestando contra a presença dessa autoridade iraniana. Bem, o que me deixa indignado é a mobilização das pessoas para protestar quanto a um problema que não nos afeta diretamente (Com excessão da bomba atômica). Agora, diante de tantos problemas que nosso país enfrenta, raramente eu vejo tal mobilização.
-Não vejo mobilização da população para plantar árvores e diminuir o impacto da poluição;
-Não vejo mobilização da população para recolher o lixo das ruas;
-Não vejo mobilização da população para limpar os rios;
-Não vejo mobilização da população para reformar escolas;
-Não vejo mobilização da população para construir escolas;
-Não vejo mobilização da população para ajudar dependentes químicos;
-Não vejo mobilização da população para fiscalizar os políticos em quem votou;
-Não vejo mobilização da população para ajudar aqueles que habitam as ruas;
-Não vejo mobilização da população para construir casas populares;
-Não vejo mobilização da população para eliminar focos de dengue;
-Não vejo mobilização da população para doar sangue aos que precisam;
Mas vejo uma enorme concentração de pessoas colocando a culpa no governo de tudo. Também vejo faixas, cartazes e outros métodos de expor seu ódio por autoridades internacionais como Bush, enquanto aqui, pessoas dormem sobre as calçadas frias de grandes cidades, comem mato, bebem água imprópria para consumo. O que ouço dizer é: "Queremos direitos humanos". Mas afinal, o que é ser humano? Seria o mesmo que se sentir humano? O que é direito humano? Existem tantas coisas que eu gostaria de entender, e depois de pensar e repensar, chego a conclusão de que mudar o mundo depende das atitudes de cada um.

Quer saber um dos motivos pelo qual o Brasil ainda não se tornou um país de primeiro mundo?

Encontre você mesmo a resposta.

Lu Mounier

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O ENADE



Domingo (08/11) foi dia do ENADE (E do meu aniversário também). Uma semana antes recebi uma carta com um questionário socieoeconômico e o local, hora e sala onde eu faria a prova. No mesmo dia respondi ao questionário e já pesquisei onde eu faria a prova. No dia da prova sai de casa 2 horas antes, porque mesmo já sabendo o local onde faria a prova, não sabia quanto tempo levaria e chegar atrasado nem pensar. No metrô eu reparava um monte de gente respondendo o questionário socieconômico naquele momento, e muitos nem sabiam onde ficava a escola onde fariam a prova (Em um mundo como o de hoje que a internet está em todo lugar, por incrível que pareça, isso ainda acontece). Desci na estação próxima a escola onde faria a prova e segui pelo caminho que eu previamente havia consultado através do mata feito pela internet uma semana antes. Assim que encontrei a escola tive que passar por uma multidão que se aglomerou na porta, mas ninguém entrava. Entrei na sala 15 onde eu faria a prova e recebi as orientações. Fui o terceiro a chegar. Meia hora depois começou a entrega dos cadernos. Menos de duas horas depois do início da prova os fiscais alertaram para que todos prestassem atenção para não responderem questões referentes a outros cursos, conforme estava escrito na primeira página do caderno. Revoltada, uma moça (Vou usar essa palavra, porque a que ela merece não cabe aqui) questionou bem alto: -"Nossa! Mas por que vocês não avisam antes? Que saco!". Irritado, respondi bem alto: -"Está escrito na primeira página do caderno. Você não lê antes de responder?" Com vergonha do seu comentário infeliz ela permaneceu calada, enquanto todos riam sem acreditar que uma pergunta daquela foi cogitada. Como se não bastasse, algumas garotas que chegaram atrasadas começaram a gritar no portão querendo entrar, achando um absurdo não poder entrar por conta de um atraso que as mesmas não assumiram a culpa. Dentro da sala era possível ouvir tudo, atrapalhando aqueles que estavam fazendo prova. Em situações como essa é possível entender porque a qualidade de vida no país é ruim, a violência desacerbada a todo mundo, um exemplo claro da falta de respeito. Todas estavam preocupadas com seus problemas, e os outros que chegaram no horário, acordaram mais cedo e precisavam de silêncio para pensar, que se danem. Da mesma forma acontece no trânsito, onde todo mundo quer chegar primeiro em casa, fechando o outro no cruzamento, parando sobre a faixa, atropelando o outro que atravessa correndo, enfim. Conforme as pessoas foram terminando as provas, aglomeraram-se na rua e começaram a gritar pelos amigos que ainda estavam em sala, ou seja, a mesma situação. Se os jovens de hoje se comportam dessa maneira, imagine daqui alguns anos como o país não estará? Ou você acha que em Brasília permanecerão eternamente aqueles que lá estão? Pois é... O respeito pelo outro está se perdendo cada vez mais, onde as famílias ensinam seus filhos a serem egoístas e levarem vantagem em tudo.


Quer saber por que o Brasil ainda não é um país considerado de primeiro mundo? Reflita um pouco e logo encontrará um dos motivos.


Lu Mounier

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Ensino "Superior"

Em todos os noticiários comenta-se sobre o caso da Uniban e o "vestido curto". Mas o que dizer de toda essa situação? Afinal, de quem é a culpa? Sempre do outro, não é verdade? Quando eu digo a vocês que esse é o principal problema desse país, eis que aparecem exemplos claros disso.
A garota entrou na faculdade com um vestido curto, os alunos começaram agredi-la verbalmente e quase fisicamente, a faculdade a expulsa e suspende 10 pessoas que a agrediram. Parece brincadeira, não é? Começando pela postura dos alunos, que pelo nosso entendimento deveriam ser pessoas mais esclarecidas por cursarem ensino superior, pois é, deveriam, mas os exemplos mostram que não foram. Minha vida acadêmica me fez crecer muito, ensinou-me muita coisa, inclusive a respeitar o espaço do outro e entender que ninguém é pobre, viado, puta, preto, por que quer. A atitude desses alunos retrata claramente a sociedade brasileira atual, que não aceita a diferença do outro, não respeita seu espaço e muito menos assume sua hipocresia (Obvio que não são todos, não vamos generalizar, mas existe uma grande parcela da população assim). A postura da Uniban surpreendeu a todos, primeiro porque divulgou uma nota explicando sua política de moralidade, e depois expulsou a garota que foi a vítima da história. Agora fiquei na dúvida, porque se ela alega que a aluna tinha um comportamento fora dos padrões da instituição, por que não tomou providencias antes? E os seguranças não barraram sua entrada por quê? Para completar, a faculdade voltou atrás na decisão de expulsar a garota, assumindo mais uma vez sua culpa (E cá entre nós, eu vi cada uma entrando na faculdade com roupas muito piores). Engraçado... Uma instituição que divulga na tv sua conduta ética e moral, expulsa da faculdade a vítima e suspende os agressores. Até agora estou tentando encontrar a ética e a moral em toda essa confusão. Ficou claro a inversão dos valores da nossa sociedade? Entende o porque da desigualdade social, impunidade, corrupção, violência? Mudar o mundo depende de você. Repense suas atitudes, reveja o ser humano que você realmente é, respeite a individualidade do outro.

"Aquele que nunca cometeu um pecado, que atire a primeira pedra." - Jesus Cristo

sábado, 31 de outubro de 2009

Na Oi eu NÃO posso



Meu histórico familiar (para não dizer "campo de guerra") é algo que não desejo a ninguém, e afirmo que aqueles que não possuem família deveriam encarar como um presente da vida, pois ter uma como a minha é melhor não ter. Mas vamos aos fatos. Precisando de uma nova conexão de internet devido a desavenças e incompreensões de um irmão alienado e egoísta que possuo, minha mãe ficou insistindo para que eu procurasse outra operadora de internet que ela queria me dar de presente, assim não haveria mais motivos para brigas para ver quem farias os trabalhos da faculdade ou acessava o Orkut. Diante de todas as promessas de facilidades da OI fui até uma loja deles no shopping. Depois de apresentar as documentações que eles pediam, faltou o comprovante de residência válido. Apresentei meu boleto da faculdade onde havia meu endereço, mas eles exigiram um que viesse pelo correio. Pois bem, tive que voltar pra casa e pegar uma outra correspondência. Peguei minha fatura do cartão de crédito e voltei a loja. Apresentei novamente a documentação e para minha surpresa também não era válido, porque só haviam meus dois primeiros nomes. Mostrei para a garota que era um processo do banco, mostrei o cartão de crédito que estava igual, os endereços nos documentos comprovando, e ainda assim não aceitaram. Onde está a FACILIDADE prometida nisso? O processo é tão burocrático que só funciona na teoria. Como publicitário, me sinto envergonhado por haver uma propaganda mentirosa como a que a empresa veicula, mesmo eu comprovando que eu era eu, não pude adquirir o serviço que pagaria a vista. Estou pensando se farei uma reclamação judicial contra a empresa, mas as chances são de 99% pra SIM. Quer saber por que o Brasil continua classificado como terceiro mundo? Reflita você mesmo...

domingo, 25 de outubro de 2009

O sequestro de Lu Mounier



Há algumas semanas, em um final de tarde de sábado, fui comer pastel com uma colega de faculdade. A distância não era muita, pois a pastelaria ficava apenas duas quadras de casa. Algum tempo depois, meu celular começa a tocar. Atendi. Perguntavam-me o que havia acontecido, e eu sem entender nada. Ouvia minha mãe de fundo fazendo o maior escândalo. Cheguei em casa e recebi a notícia de que haviam ligado em casa dizendo que eu fui sequestrado e queriam de resgate "trinta mil dólar". Fiquei surpreso com minhamãe, porque a própria assiste sempre a esses programas de tv que falam o tempo inteiro dos truques e violência no país, e ainda assim caiu no golpe, quase dizendo onde morávamos, enfim. Isso me fez para pra pensar. Afinal, até que ponto as pessoas estão absorvendo informação? A alienação é muito maior do que pensamos. As pessoas assistem tv sem assimilar aquilo que está sendo dito, sem compreender, refletir. É algo grave, porque demonstra a vulnerabilidade de um povo.




quinta-feira, 15 de outubro de 2009

E lá vamos nós!!!!



Embora eu não concorde que o Brasil seja um país de tolos, resolvi colocar a imagem para ilustrar de forma cômica um problema que é preocupante: Educação. Essa semana avistei uma frase de um conhecido que dizia: "Quando naci Deus disse desse e arrasa." Obvio que errar é humano, porém, a tolerância de erros ultrapassam os limites das fronteiras do saber. Para uma pessoa que chegou ao nível universitário como esse rapaz que escreveu a frase, é "inadimicível" que se escreva "desse" do verbo descer e "naci" do verbo nascer. Que academia aprova um canditado em uma redação que mal sabe escrever? Se fossem palavras distantes do nosso cotidiano, seria perdoável, porém, não aceitável. Mas trata-se do básico, utilizamos em nossa rotina, um erro grave e preocupante. Essa pessoa não mora em uma pequena cidade, muito menos está às margens da sociedade, e isso é uma realidade triste e crescente no país.
Quando trabalhei no Atendimento Online de uma empresa de banda larga em São Paulo, ficava pasmo com os erros de português, a falta de atenção e a incompreensão do texto das pessoas. Elas não conseguiam entender aquilo que eu escrevia. Isso era um problema meu? Não, e sim de quem acompanhou seu processo de educação. Mas cada um tem a opção de mudar isso correndo atrás e tentando reparar essa deficiência. E quem gosta de ler nesse país? Por incrível que pareça, o percentual de pessoas que gostam de ler no Brasil é o mesmo que a quantidade de ricos. Coincidência?
O que vocês verão agora é real, acompanhe os problemas gritantes que ameaçam o país:


jonathan : eu falei com a sentral domingo e eles falara, q ia nomaliza isso e até agora nada

michael : ola ... estou sem conecao no internet deste de manha ...

marcio: municipio de bauru eu axo
marcio: a cidade é avaré

ulisses: obrigada

Neves: oi...gostaria de saber a velocidade da minha coneção

JOEL: DESEJO ENVIAR FAXES USANDO A BANDA LARGA,COMO FAZER?

celso: boa tarde gostaria de saber quanto ja pasou o ecedente

ivele: oi quero saber qual o valor da tarifa mais inconta

naira : mas como é combrado isso?

Adriana : no depito ao tomatico

Francisco: então´ligo por telefone?

diego: okay muito obrigado mesmo assim.... mas pelo geito vou ter de cancelar mesmo

thiago: entao vou estar vendo uma otra operadora de serviso e estar canselando este serviso pois nao tenho nem um beneficio

diana : não tem nada a ver com minha conecção..

Fernando: estou em Espinosa norte de Minas,gostaria de saber sobre internet rural

sergio : quais são os prossimos passos?
sergio : e demora muito esse prosseço ?
sergio : o que mais pressiso fazer?

Silvia: estao me lendo??

José Francisco: obrigada

mayra: qual e o valor da internet discada, qto é o minuto? tem alguma promossao aos finais de semana?

Patricia: onde compro e qto custa o modem para estalação

Antonio: ta ok obrigada pela atenção e tenha uma boa tarde

Marco: AGRADESÇO PELA SUA IGUINORANÇIA E TENHA UMA BO ATRDE

mauro: olha estou farta disso tudo.

filippo: o negocio e o seguinte....a minha mae tinha um modem alugadu e ai ela decidio comprar um e eu naum estou conseguindu estala

Adriano: Olá eu estou com uma senha provisoria, como fasso para obter uma definitiva?













Imagem extraída do link: http://viagemaleatoria.files.wordpress.com/2009/05/brasil20pais20de20tolos.jpg

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

ENEM 2009




Nesses últimos dias a notícia sobre o cancelamento do ENEM abalou o país, principalmente aqueles que fariam a prova. Claro que qualquer mudança inesperada e de última hora acaba trazendo transtornos, porém, depois de ver alguns comentários pela TV resolvi comentar também. Enquanto jantava, assistia ao telejornal onde uma candidata ao exame reclama o seguinte: "É um absurdo esse tipo de coisa acontecer, porque nós, estudantes, seremos prejudicados por causa desse cancelamento de última hora."
Percebi que sua preocupação em sí era por conta do cancelamento do exame, e irrelevante os motivos pelo qual o mesmo foi cancelado. O problema nesse país é que possuímos o hábito de ver tudo pelo lado negativo. A prova foi cancelada porque roubaram a prova, óbviamente o mais correto é interromper. Ainda bem que foi cancelado antes da realização da prova, pois se tivesse feito depois, certamente causaria um transtorno muito maior. O que vejo é que todo mundo só reclama e coloca a culpa no governo, porém, não foi o governo quem roubou a prova, tentou vende-la e divulgou. Não estou aqui para defender ninguém, apenas elencar os fatos, mas convenhamos que o regime de segurança era forte, e quem roubou a prova era um dos responsáveis por fazê-lo, e não alguém de fora. Esses "aborrescentes" que estão reclamando e se descabelando deveriam agradecer por ter a possibilidade de consultar a verdadeira prova, do primeiro ano de mudança, para poder estudar. Mas como nesse país os valores são distorcidos, juntam-se todos os candidatos para reclamar.
Lu Mounier

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

De quem é o "poblema"?


Guerra de tomate - Espanha (Aproximadamente 43 mil participantes)



Guerra de tortas - New York (Aproximadamente 250 participantes)

Atualmente, mais de 800 milhões de pessoas passam fome no mundo, enquanto em alguns países a diversão é jogar comida no outro. "Eu não tenho culpa da pobreza no mundo". De fato, a CULPA pode não ser sua, mas a REPONSABILIDADE de mudar isso também é sua. Os produtos que você consome, as escolhas que você faz ao dar seu voto, tudo tem uma origem e um destino. Você sabia que aquela marca de tênis super famosa utiliza a mão de obra escrava chinesa para que você desfile pela rua achando que está abalando?
Provavelmente você não sabe nem de onde vem a carne do Hamburguer daquela lanchonete horrorosa, que diz ser bovina mas na verdade não é. Grande parte dos problemas sociais poderiam ser resolvidos se não fosse pelo egoísmo das pessoas em pensarem somente nelas. Contudo, a questão é um ciclo vicioso, da qual acaba atingindo direta ou indiretamente. Agora, antes de você criticar o governo pelo desemprego no país, tente imaginar de onde e como foram feitos seus tênis "genéricos", sua coleção de DVDs piratas, e todas aquelas mercadorias que você compra achando que está no lucro.